Vale do Rio Doce pretende aumentar exportações em 2006, nomeadamente para a China

24 November 2005

São Paulo, Brasil, 24 Nov – A Companhia Vale do Rio Doce, que tem na China o seu maior cliente internacional, pretende aumenta em 10 por cento as exportações de minério de ferro em 2006, divulgou hoje a maior empresa privada da América Latina.

A projecção da empresa é exportar um total de 225 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas, nomeadamente para a China, considerando os responsáveis da Vale que o mercado internacional manterá o actual ritmo de aumento do consumo de seus principais produtos.

O director financeiro da Vale, Fábio Barbosa, avançou que a empresa deverá vender este ano um total de 250 milhões de toneladas de minério para o Brasil e para o estrangeiro, um aumento de 9,2 por cento face a 2004.

No próximo ano, a empresa deverá comercializar um total de 270 milhões de toneladas de ferro e pelotas, salientou o executivo.

Para abastecer o mercado brasileiro e internacional, a Vale do Rio Doce vai investir este ano 3,3 mil milhões de dólares no aumento da produção.

Os investimentos deverão ascender a cinco mil milhões de dólares, em 2006, em novos projectos no Brasil e no estrangeiro.

Actualmente, a Vale do Rio Doce é a segunda maior empresa exportadora do Brasil, atrás apenas da fabricante de aviões Embraer, com uma exportação de 5,5 mil milhões de dólares em 2004.

Fábio Barbosa avançou igualmente que a Vale do Rio Doce mantém o interesse em construir uma siderurgia, em parceria com o grupo chinês Baosteel, na região Nordeste do Brasil, num investimento de 2,4 mil milhões de dólares.

As obras de construção da siderurgia, inicialmente projectada para o Estado do Maranhão, ainda não foram iniciadas porque as autoridades brasileiras não concederam as licenças ambientais.

Fábio Barbosa salientou igualmente que os novos projectos de investimentos no Brasil estão a ser reavaliados por causa da valorização da moeda brasileira em relação ao dólar.

Soja e minério de ferro responderam por 59 por cento das exportações brasileiras para a China, no ano passado, que totalizaram 9,1 mil milhões de dólares.

A China já é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos e da Argentina.

A projecção do Governo brasileiro é de que a China será o segundo maior parceiro comercial do Brasil até ao fim de 2005, com trocas comerciais de 12 mil milhões de dólares.

Actualmente, o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, preside à Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico (CBCDE).

Criada em Junho de 2001, na cidade de São Paulo, a entidade tem o objectivo de estimular o intercâmbio comercial e de investimentos entre os dois países. (macauhub)

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