Galp investe 150 milhões de euros na exploração e produção, Angola e Brasil são prioridade

25 November 2005

Galp investe 150 milhões de euros na exploração e produção, Angola e Brasil são prioridade

Lisboa, Portugal, 25 Nov – A Galp vai investir perto de 150 milhões de euros por ano na produção e exploração de petróleo, com prioridade para Angola e Brasil, revelou o administrador-executivo da petrolífera portuguesa, Marques Gonçalves.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, o executivo adianta que, nos próximos anos, “o peso maior [do investimento] será sempre Angola, e é um bom
investimento. Quanto mais investirmos em Angola, melhor é, significa que mais crude estamos a produzir”.

Do total de investimento em exploração e produção previsto, um terço destina-se ao Brasil, parcela que tem “tendência para aumentar”, segundo Marques Gonçalves.

Apesar de o montante disponível para exploração ser limitado e “exigir cautela”, o executivo da Galp afirma-se confiante na possibilidade de descoberta de petróleo bo Brasil, nas áreas recentemente concessionadas pelas autoridades brasileiras.

“O nível de confiança nesta equipa [de exploração] é muito alto, o que me faz crer que as decisões que estamos a tomar neste momento vão colocar a Galp, a partir de 2010, com uma dimensão de exploração e produção nunca vistos”, afirma.

A Galp adquiriu recentemente, em parceria com a petrolífera brasileira Petrobras, 30 novos blocos petrolíferos para exploração no Brasil, aumentando para 54 o número que as empresas detêm em parceria.

Na referida entrevista, o responsável da Galp admite alargar a parceria com a Petrobras, que actualmente se cinge à exploração de petróleo, o que pode vir a acontecer nos próximos meses, se for bem sucedida a oferta conjunta feita pela Gás Brasiliano, distribuidora de gás do Estado de São Paulo detida pela italiana Eni.

“Não temos garantias nenhumas de que vamos adquirir a empresa. Pode vir a ser uma plataforma para desenvolvimentos futuros, que neste momento não posso detalhar porque tudo depende de como é que as companhias vão conseguir funcionar em conjunto e como as duas equipas de gestão vão trabalhar”,
adianta.

“O que estamos [Galp e Petrobras] a fazer em exploração e produção vai manter-nos juntos até 2015-2020. Mas é evidente que não pensamos ficar por aqui. Estamos num período exploratório que encaro como muito positivo”, afirma Marques Gonçalves.

A Petrobras e a portuguesa Galp Energia deverão também avançar juntas para a exploração de petróleo em Timor-Leste, através de um acordo que conta com o
apoio do Governo timorense, segundo noticiou recentemente a imprensa portuguesa. (macauhub)

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