Presidente do Banco Português de Negócios diz que o desafio é tornar Angola um país rico

25 November 2005

Luanda, Angola, 25 Nov – O presidente do Grupo Banco Português de Negócios (BPN), Oliveira e Costa, afirmou quinta-feira em Luanda, que Angola é um país com riqueza, mas frisou que o desafio é fazer com que se torne num país rico.

“Angola é um país com riqueza e o desafio é fazer com que seja um país rico. Temos de fazer a esperança morar no íntimo de cada cidadão”, salientou Oliveira e Costa, que falava num seminário integrado no programa que assinala o início da actividade da companhia angolana Nossa Seguros, gerida pela portuguesa Real Seguros, que é detida pelo Grupo BPN.

Para o empresário português, o desafio em causa passa por “aliar a riqueza que existe, desde o petróleo aos minerais, às condições de produção no sector agrícola”, mas sempre “em benefício das pessoas, porque a verdadeira riqueza das sociedades é a riqueza humana”.

“É para essa riqueza que devemos assestar as nossas baterias”, defendeu, revelando que o Grupo BPN admite investir no desenvolvimento do sector agrícola, que considerou ser “vital para a economia angolana”.

Na sua intervenção, Oliveira e Costa salientou que o grupo empresarial que lidera possui actualmente activos de 100 milhões de euros e que, entre outras áreas, também intervém no sector agro-alimentar, sendo mesmo o maior operador na indústria da castanha.

A Nossa Seguros, que iniciou quinta-feira a sua actividade, tornando-se a primeira empresa a entrar no mercado de seguros angolano desde a abertura do sector à iniciativa privada, tem um capital de seis milhões de dólares.

O seu principal accionista é a Real Seguros, do Grupo BPN, com uma participação de 33,34 por cento, enquanto o Banco Africano de Desenvolvimento (BAI) e o Banco Mundial (BM), através da International Finance Corporation, possuem cada um com 18 por cento do capital, encontrando-se o restante distribuído por pequenos accionistas angolanos.

A Nossa Seguros, criada em Novembro de 2004, está licenciada para actividades nos ramos vida e não vida e também com fundos de pensões, iniciando a actividade com um quadro de 15 funcionários, dos quais 14 são angolanos que receberam formação em Portugal.(macauhub)

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