PM de Timor-Leste reafirma opção pela economia de mercado

29 November 2005

Díli, Timor-Leste, 29 Nov (Lusa) – O primeiro-ministro Mari Alkatiri reafirmou segunda-feira em Díli a opção do Governo pela economia de mercado, no âmbito de uma conferência de investidores organizada para divulgar as potencialidades de Timor-Leste para o investimento externo.

Intervindo na sessão de abertura, no dia em que o país assinalou o 30º aniversário da proclamação unilateral de independência, Mari Alkatiri destacou os passos dados no sentido de tornar Timor-Leste competitivo relativamente a outros países do Sudeste Asiático.

“Estamos cientes daquilo que oferecem outros países concorrentes. Sabemos que não podemos e nem quisemos adoptar medidas de certos países que subsidiam grandemente as suas economias para manter certos custos artificialmente baixos, como sejam a mão-de-obra, o combustível e a energia eléctrica, entre outros”, destacou.

A economia timorense “baseia-se no princípio da lei do mercado e norteia-se pela concorrência e competitividade” e face às condições sociais e políticas que rodearam a independência, restaurada somente em 2002, Mari Alkatiri considerou ser necessária uma dose de criatividade. Nesse sentido, elucidou, a opção foi simples.

“Criar uma empresa em Timor-Leste e operar uma actividade económica sustentável é pelo menos 30 por cento mais caro aqui do que nos países vizinhos. Por isso, com o pacote de incentivos que adoptamos, embora não tendo respondido cabalmente aos nossos desígnios, pelo menos reduziu em parte essa disparidade de 30 por cento para talvez 15 por cento”, vincou.

Ao mesmo tempo, foi decidido diminuir os custos de produção, tanto para a criação de novas iniciativas empresariais como para a expansão de unidades económicas já existentes.

O objectivo é tentar diminuir o défice comercial provocado por importações que totalizam 203 milhões de dólares e exportações, sobretudo café, que não ultrapassam sete milhões de dólares, sublinhou.

Mais de 100 empresários em representação de 35 empresas de vários sectores de actividade, provenientes da Austrália (11), China Continental e Macau (13), Portugal (cinco), Estados Unidos, Kuwait e Indonésia (uma cada) participam neste evento de dois dias, em que lhes será dado a conhecer a diversa legislação aprovada pelo Governo para favorecer o investimento externo. (macauhub)

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