Empresa criada em Macau vai desenvolver Vale do Zambeze em Moçambique

9 December 2005

Macau, China, 09 Dez – A Geocapital, liderada pelo magnata dos casinos de Macau Stanley Ho e duas empresas moçambicanas assinaram hoje em Macau a criação da Zambcorp, uma “joint-venture” para o desenvolvimento do Vale do Zambeze.

O acordo, assinado pela Geocapital e pelas moçambicanas Sogir – Sociedade de Gestão Integrada de Recursos e Mozacapital, uma sociedade financeira que pretende constituir-se em 2006 como o primeiro banco de investimento de Moçambique, foi assinado em Macau na presença do Chefe do Executivo Edmund Ho.

A Zambcorp, segundo o acordo, ficará responsável pela “prospecção, detecção e recenseamento das oportunidades de aproveitamento económico dos recurso naturais da zona de inserção geográfica do rio Zambeze onde se integra, designadamente a barragem de Cahora Bassa”.

A “joint-venture” surge na sequência de um memorando de entendimento assinado em Setembro entre a Geocapital e o Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Vale do Zambeze.

O memorando aponta para uma actuação “concertada no aproveitamento económico de recursos naturais, nos domínios da energia hidroeléctrica e térmica, do carvão, gás, da agro-indústria, do transporte ferroviário, portos, minerais ferrosos e não ferrosos, imobiliário e turismo”.

O acordo assinado por Stanley Ho, Ambrose So e Ferro Ribeiro, em representação da Geocapital, e por Sérgio Vieira, do Gabinete do Plano de Desenvolvimento da Região do Zambeze, em nome das duas empresas moçambicanas, prevê ainda a identificação e indicação de empresas da China e da região geográfica em que Macau se insere com capacidade económica para a exploração dos recursos daquela região moçambicana.

O Vale do Zambeze, com 225.000 quilómetros quadrados, tem a reserva de água mais significativa da região austral do continente africano, possui a maior reserva de hidroenergia do subcontinente localizada em Cahora Bassa, possui condições para resposta às necessidades nacionais de produção de cereais, fibras têxteis, oleaginosas, proteínas vegetais, florestas renováveis, carnes, peixe e produtos minerais.

No Vale do Zambeze existem ainda 5,5 milhões de hectares propícios para a agricultura irrigada, pecuária, silvicultura, ecoturismo e outras actividades. (macauhub)

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