São Tomé e Príncipe espera ajudas de 70 milhões de dólares para projectos de desenvolvimento

9 December 2005

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 09 Dez – São Tomé e Príncipe deverá obter ajudas de cerca de 70 milhões de dólares (60 milhões de euros) de doadores internacionais para projectos de desenvolvimento no arquipélago, noticiou quinta-feira a rádio governamental.

O compromisso foi assumido na sequência da apresentação dos projectos de São Tomé para os próximos três anos, feita em Bruxelas pela primeira-ministra são-tomense, Maria do Carmo Silveira, a representantes de países doadores internacionais como Portugal, Estados Unidos e França.

Este montante representa cerca de metade dos apoios externos com que o governo são-tomense esperava poder contar à partida para a reunião, que ascendiam a cerca de cento e trinta milhões de dólares.

O programa de acções prioritárias para o triénio 2006-2008, define como prioritários os investimentos em infra-estruturas, saúde e educação.

Nas infra-estruturas, em particular, propõem-se investimentos no sector energético, principalmente barragens, a construção de um porto de águas profundas e a extensão do aeroporto internacional.

O objectivo de fundo do programa é a redução da pobreza para metade até 2010, compromisso recentemente assumido pelo governo são-tomense.

O plano de combate à pobreza tem o apoio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, no âmbito do Programa de Ajuda aos Países Pobres Altamente Endividados (HIPC).

São Tomé procura ainda obter o perdão da divida externa do país, estimada em 300 milhões de dólares (256 milhões de euros).

Na mesa redonda de Bruxelas, em que participaram representantes de 13 países, além de organizações internacionais como a União Europeia, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

São Tomé e Príncipe esteve representado por Maria do Carmo Silveira, que tem também a pasta das Finanças, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Ovídio Pequeno, além de vários responsáveis da administração do Estado.

A economia de São Tomé e Príncipe deverá crescer 3,2 por cento em 2005, um abrandamento de 0,6 por cento face ao ano passado, de acordo com as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para o próximo ano, o FMI espera que o crescimento económico são-tomense acelere para 4,5 por cento, e para 5,5 por cento no ano seguinte. (macauhub)

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