Banco Mundial diz que Angola pode crescer mais 2% ao ano se aumentar eficiência empresarial

12 December 2005

Luanda, Angola, 12 Dez – A economia angolana pode crescer mais dois por cento ao ano e criar mais empregos se aumentar a eficiência empresarial e melhorar as condições para pequenas e médias empresas, considera o Banco Mundial (BM) num estudo divulgado hoje.

Para Rita Ramalho, economista da instituição financeira de apoio ao desenvolvimento, os sectores do petróleo e diamantes “são muito grandes em Angola, e faz sentido que sejam o grande enfoque do governo, mas devia estar a pensar-se também noutras coisas, que podem ser grandes fontes de riqueza e receitas”.

“É claro que o petróleo é bom para o país, porque gera receitas. Mas, por outro lado, porque é um sector rico, o governo pode sempre encontrar dinheiro, sem ter de pensar sobre os sectores pequenos e médios, que são vistos como menos importantes e menos promovidos”, afirmou a economista, após uma visita a Angola para apresentar o estudo do BM Fazer Negócios em 2006.

Angola é actualmente o segundo maior produtor de petróleo na África sub-saariana, com um débito diário de perto de 1,3 milhões de barris, que, segundo previsões de especialistas do sector, deverá escalar para dois mil milhões de barris diários a partir de 2008.

O estudo do Banco Mundial aponta como principais entraves ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas a burocracia e a inadequação da legislação e do sistema judicial.

As dificuldades sentidas pelas empresas, adiantou Rita Ramalho, conduzem muitas à economia informal, fazendo com que o Estado angolano perca receitas importantes numa altura em que o país procura reabilitar infra-estruturas e combater a pobreza.

O estudo Fazer Negócios em 2006 revela que os países que subiram na tabela de eficiência empresarial aumentaram o seu crescimento económico anual em cerca de dois por cento, além de terem criado empregos.

O estudo coloca Angola 135º melhor lugar do mundo para fazer negócios, num ranking de 155 países. Em primeiro lugar, o Banco Mundial coloca a Nova Zelândia, e em último a República Democrática do Congo.(macauhub)

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