Terceira refinaria portuguesa em funcionamento em 2009

12 December 2005

Lisboa, Portugal, 12 Dez – Portugal vai dispor de uma terceira refinaria de petróleo em 2009, a maior da Península Ibérica, nos termos de um memorando de entendimento assinado sexta-feira entre o governo português e o empresário Patrick Monteiro de Barros.

Além de Monteiro de Barros, ligado ao sector petrolífero português e norte-americano, participam no projecto da nova refinaria de Sines, um dos principais portos de mar do país, investidores norte-americanos, reunidos na sociedade de capital britânico Argus.

A nova refinaria, com um custo de 4 mil milhões de dólares, deverá ter uma capacidade de produção de 300 mil barris diários, 1,5 vezes mais do que a maior refinaria actualmente existente em Portugal, a da Galp Energia também em Sines.

Visando principalmente a exportação de combustíveis em particular para o mercado norte-americano, o arranque das obras deverá ter início já no próximo ano.

Patrick Monteiro de Barros decidiu avançar com o projecto da nova refinaria depois de ver recusado um outro para construir uma central nuclear em Portugal, avaliado em 3,5 mil milhões de euros.

O empresário esteve ligado desde o início da sua carreira à refinação e distribuição de combustíveis, nas empresas Sonap e Philip Brothers nos Estados Unidos.

Comprou várias refinarias norte-americanas em situação de quase falência, como a Tosco, que é hoje uma das maiores do país.

Monteiro de Barros chegou a ser accionista da Galp Energia, através do núcleo de investidores portugueses Petrocontrol, que vendeu a posição na petrolífera portuguesa à multinacional italiana Eni.

Actualmente, o empresário é um dos principais accionistas individuais da Portugal Telecom, com perto de dois por cento do capital. (macauhub)

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