Concessões diamantíferas do grupo Espírito Santo em Angola avaliadas em 50 mil milhões de dólares

13 December 2005

Lisboa, Portugal, 13 Dez – As reservas das concessões diamantíferas do grupo Espírito Santo em Angola estão avaliadas entre 40 mil e 50 mil milhões de dólares, revelou Helder Bataglia, presidente da Escom, filial do grupo financeiro português.

Em entrevista ao semanário português Expresso, Bataglia afirma que a Escom está agora “numa situação importante a nível mundial na mineração de diamantes”, graças às parcerias de exploração com a empresa russa Alrosa, e, mais recentemente, com a australiana BHP Billiton.

Associada à Alrosa, a Escom detém uma participação de 45 por cento na sociedade que vai explorar a mina do Luó, na província da Lunda Norte, recentemente constituída em parceria com a empresa pública angola Endiama, Hipergesta e Angodiam.

Na mina vão ser investidos perto de 300 milhões de dólares, para alcançar uma capacidade de processamento de quatro milhões de toneladas/ano.

Recentemente, a Escom associou-se também à BHP Billiton, maior empresa mundial de mineração, para oito concessões em Angola.

Na entrevista ao Expresso, Bataglia adianta que a Escom vai ser também concessionária da barragem do Luapasso, Lunda Norte, que tem uma capacidade de 25 megawatts e será responsável pelo fornecimento de energia às explorações de diamantes e algumas povoações da região.

Hélder Bataglia manifesta ainda a intenção de contribuir para o aprofundamento das relações portuguesas e chinesas em Angola, fazendo uso da capacidade de investimento chinesa e do conhecimento do mercado que já detêm empresas como a Escom, que actua em Angola desde 1992.

A Escom associou-se recentemente à Beiya, empresa estatal de material ferroviário, através da sociedade China Beyia Escom, com sede em Hong Kong, que visa investimentos conjuntos em África.

Além do sector diamantífero, a Escom actua nas pescas, com a empresa de capital angolano Star Fish, que deverá em breve triplicar o tamanho da sua frota e tem ainda planos para investir numa fábrica de conservas.

Está ainda presente na aviação, através da Air Gemini, e no imobiliário, sector no qual tem em curso um investimento de perto de 85 milhões de dólares num arranha-céus ca capital, Luanda. (macauhub)

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