Exportações do Brasil para a China devem crescer até 20% em 2006 com maior diversificação

4 January 2006

São Paulo, Brasil, 04 Jan – As exportações do Brasil para a China deverão crescer até 20 por cento este ano, com as trocas comerciais bilaterais a diversificarem-se para produtos actualmente pouco representados, como automóveis e carnes, segundo estimativas da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico (CBCDE).

O presidente da CBCDE, Paul Liu disse ao Diário Comércio e Indústria que a diversificação das exportações brasileiras deverá basear-se no maior peso de categorias de produtos como automóveis, carnes bovina e de aves, frutas e alimentos tipicamente brasileiros.

Entre Janeiro a Novembro de 2005, as exportações do Brasil para a China ascenderam a seis mil milhões de dólares, fazendo a China o terceiro maior parceiro comercial brasileiro.

No período, quase metade das exportações concentravam-se em apenas duas categorias – soja e no minério de ferro, segundo as informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No ano que agora começa, “o esforço deverá se concentrar na abertura de novas frentes de trabalho para o mercado chinês”, afirmou Paul Liu, reconhecendo dificuldades nalgumas das categorias onde se acredita existir mais potencial.

“No caso da carne bovina ainda não sentimos uma abertura total, apenas algumas empresas foram credenciadas e os números ainda são inexpressivos. Mas o potencial é grande, inclusive para carnes de aves. A exportação de frutas também deveria merecer mais atenção”, explica.

Também produtos alimentares tipicamente brasileiros têm um potencial de mercado grande e pouco explorado na China, acredita Liu, citando como exemplos o pão de queijo, café pronto para consumo, achocolatados, produtos de apelo tropical ou típicos da Amazónia.

Para o responsável da CBCDE, o Brasil deveria apostar mais na promoção comercial na China, através da criação de uma “marca país”, como já fazem a Europa e os Estados Unidos. (macauhub)

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