Produção de petróleo angolana duplica até 2009 para 2,2 milhões barris

12 January 2006

Luanda, Angola, 12 Jan – Angola vai quase duplicar nos próximos anos a sua produção de petróleo, para 2,2 milhões de barris diários em 2009, o maior crescimento entre os países do Golfo da Guiné, revela um estudo hoje divulgado pelo Fundo Monetário Internacional.

De acordo com o estudo, conduzido pelo economista Damian Mañe, a produção de petróleo em Angola vai aumentar em 400 mil barris por ano nos próximos dois anos, atingindo 1,6 milhões de barris em 2006 e superando os dois mil milhões de barris em 2007.

Os cálculos, com base em estimativas do Departamento de Energia norte-americano, FMI, e autores do estudo, indicam ainda que a distância para a Nigéria, maior produtor da região, será encurtada dos 1,5 milhões de barris diários em 2005 para apenas 600 mil barris em 2009.

No mesmo período em que a produção angolana quase duplica, a da Nigéria aumenta 14,6 por cento, para 2,8 milhões de barris diários em 2009.

Nos próximos quatro anos, a produção deverá aumentar 29 por cento na Guiné Equatorial, 20 por cento na República do Congo e diminuir em cerca de 100 mil barris diários no Gabão, que perde a posição de quarto maior produtor.

De acordo com o estudo, o interesse da Europa e Estados Unidos na região, enquanto abastecedora de energia, deverá aumentar, prevendo-se que os norte-americanos invistam perto de 10 mil milhões de dólares ao ano, nos próximos anos, em actividades relacionadas com a produção e exploração de petróleo.

“Este interesse é conduzido pelo desejo dos Estados Unidos e da Europa diversificarem as suas fontes de energia para reduzir os riscos associados à elevada dependência do petróleo do Médio Oriente. A produção de petróleo e gás natural na região do Golfo da Guiné tem potencial para suprir o excesso de procura de produtos energéticos” nos países daquelas duas regiões, afirma o economista.

Além disso, o petróleo do Golfo da Guiné apresenta vantagens de qualidade, na acidez no menor teor de enxofre, a região está geograficamente melhor posicionada para abastecer os referidos mercados e a maioria das explorações está no “off-shore”, o que diminui o risco de danos em caso de conflito.

No total, as receitas do Golfo da Guiné deverão ascender a 350 mil milhões de dólares entre 2002-2019.(macauhub)

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