Heritage Foundation considera Cabo Verde a 2ª economia mais livre de África

17 January 2006

Washington, EUA, 17 Jan – Cabo Verde é a segunda economia africana, logo depoisdo Botsuana com mais liberdade para os agentes económicos, de acordo com o Índice de Liberdade Económica 2006 do Wall Street Journal e Heritage Foundation, em que o arquipélago surge à frente do Brasil e Moçambique.

O índice, que tem em conta dados sobre o sistema fiscal e tarifário, regulação do sistema bancário, políticas monetárias e Justiça, coloca Cabo Verde como a 46ª economia mais livre do mundo, na categoria das “predominantemente livres” (2,69 pontos), mais de 60 lugares acima do registado em 2001.

O índice, que abrange 161 economias de todo o mundo, é liderado por Hong Kong (1,28 pontos) e Singapura (1,56 pontos), entre as 20 consideradas “livres”, e tem a Coreia do Norte e o Irão no fundo.

Portugal é, entre os países lusófonos, o mais bem colocado no mundo, em 30º lugar, na categoria dos países “predominantemente livres”.

A terceira economia mais livre de África é, para a Heritage Foundation e Wall Street Journal, a África do Sul, seguida de Madagáscar e Uganda.

É na categoria dos “predominantemente reprimidos“ que surgem Brasil (81º), Moçambique (113º), Guiné-Bissau (131º) e Angola (139º).

Publicado desde há 12 anos, o Índice de Liberdade Económica procura relacionar a liberdade económica com a riqueza dos países, e é uma referência para economistas, académicos, investigadores e executivos.

Para a elaboração do índice, são tidos em conta aspectos como corrupção na justiça e alfândegas, burocracia governamental, barreiras ao comércio, carga fiscal, eficácia legislativa e encargos regulatórios nos negócios, como saúde, segurança e ambiente.

São ainda tidas em conta restrições aos serviços financeiros dos bancos, legislação do mercado laboral e actividades do mercado informal. (macauhub)

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