Harbin Embraer recebe encomenda de 5 aviões da China Eastern

19 January 2006

São José dos Campos, Brasil, 19 Jan – A Harbin Embraer, “joint-venture” da construtora aeronáutica brasileira na China, recebeu uma encomenda da China Eastern Airlines Wuhan para o fornecimento de 5 aviões a jacto de 50 lugares – ERJ 145 – , informou quarta-feira a empresa na sua sede em São José dos Campos.

A entrega do aviões terá lugar entre Novembro de 2006 e Junho de 2007 indo este negócio acrescentar 5 aviões a outros tantos do mesmo modelo adquiridos pela China Eastern Airlines Jiangsu elevando para 10 o número de aparelhos ERJ 145 na frota regional da China Eastern.

A Harbin Embraer é uma “joint-venture” estabelecida entre a Embraer e a China Aviation Industry Corporation II (AVIC II) em 2002. Com 180 empregados, a fábrica tem capacidade para produzir até 24 aviões de 50 assentos por ano.

O anúncio da venda de 5 aeronaves para uma empresa chinesa aconteceu no mesmo dia em que circulou uma notícia do suposto encerramento das actividades da Harbin Embraer devido ao volume reduzido de vendas na China.

“O avião de construção chinesa ERJ145, que já foi o produto promessa do mercado de aviação na China, encontrou o seu ‘Waterloo’ na batalha por novas encomendas e poderá ter de terminar a produção”, refere uma análise quarta-feira publicada pela agência noticiosa oficial chinesa Nova China.

A Embraer prevê uma procura de 590 aviões a jacto de 30 a 120 lugares na China nos próximos 20 anos, o que representa 7 por cento das entregas mundiais no segmento.

Actualmente, há 18 jactos Embraer a operar na China, incluindo 14 aviões ERJ 145, três Embraer 170 e um avião executivo Legacy 600.

Em Portugal, a empresa brasileira, através da sua participada OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, poderá assumir a maioria do capital da fabricante de componentes Listral.

De acordo com o jornal, a OGMA, empresa de engenharia e manutenção cuja privatização a Embraer ganhou no final de 2004, detém um acordo parassocial com a API Capital, que lhe permite comprar os 25 por cento que esta sociedade de investimento público detém na Listral.

O jornal adianta que a API Capital, a sociedade de capital de risco da Agência Portuguesa para o Investimento, está disponível para vender a participação na empresa. (macauhub)

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