Depois de Angola, cimenteira portuguesa Secil olha para Brasil. Líbano e Síria

23 January 2006

Lisboa, Portugal, 23 Jan – A Secil vai reforçar a sua posição no Líbano e estuda oportunidades de investimento no Brasil e Síria, depois do lançamento da construção de uma fábrica em Angola, revelou hoje ao Macauhub fonte da administração da cimenteira.

Francisco Nobre Guedes, administrador da Secil para a área internacional, adiantou que a cimenteira está a avaliar potenciais alvos de aquisição no Brasil, onde já está presente a sua concorrente Cimpor, décima maior a nível mundial, e segue também o processo de privatização de fábricas da Síria.

Na semana passada, a Secil lançou oficialmente o projecto de construção de uma fábrica de cimento no Lobito, Angola, um investimento de perto de 100 milhões de dólares, que deverá servir todo o sul do país, tirando partido do esperado aumento de consumo de materiais de construção, com o acelerar dos projectos de reconstrução de infra-estruturas.

Dentro de dois meses, referiu Nobre Guedes ao Macauhub, deverá estar concluído o reforço da participação da Secil na fábrica do Líbano, Ciment de Sibline, dos actuais 30 por cento para uma posição maioritária.

Para isso, a Secil está a negociar a compra de parte da participação dos seus associados libaneses.

Praticamente fora de consideração estão já as privatizações na Argélia e Líbia, onde a Secil não conseguiu replicar o sucesso alcançado na Tunísia, que já representa a segunda maior origem da sua produção, depois de Portugal.(macauhub)

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