Economia brasileira deverá crescer 3,4 por cento em 2006

1 February 2006

São Paulo, Brasil, 01 Fev – A economia brasileira deverá registar uma expansão de 3,46 por cento este ano, segundo previsão de um estudo da Febraban, entidade que representa o sector bancário no Brasil.

O estudo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) inclui as previsões de 51 instituições bancárias sobre o desempenho de 30 variáveis económicas em 2006.

“O cenário para este ano apresenta-se optimista. Os estímulos para esse crescimento estão dados pela indústria que tem uma previsão de expansão de 3,99 por cento”, refere o estudo.

A previsão dos analistas indica ainda que a economia brasileira deve ter registado um crescimento de 2,4 por cento no ano passado.

O resultado oficial do desempenho da economia brasileira em 2005 ainda não foi divulgado.

Em 2004, a economia brasileira registou um crescimento de 4,9 por cento, um dos melhores resultados dos últimos anos.

Os outros factores que também devem impulsionar a economia brasileira em 2006 são o aumento das exportações e a redução das taxas básicas de juros.

As projecções de juros são de redução, com uma taxa básica em 15,23 por cento ao fim de 2006 e de 13,87 por cento em Dezembro de 2007.

O estudo, coordenado pelo economista chefe da Febraban, Roberto Luis Troster, indica igualmente que o investimento directo estrangeiro deverá ascender a 14,9 mil milhões de dólares este ano, valor superior ao de 2005.

A projecção da Febraban inclui um aumento do saldo positivo da balança comercial em 2006 para 36,13 mil milhões de dólares, com exportações de 122,17 mil milhões de dólares e importações de 86,44 mil milhões de dólares.

No ano passado, o saldo positivo da balança comercial brasileira aumentou 33 por cento, face a 2004, para 44,8 mil milhões de dólares.

Trata-se do maior valor de sempre da história do comércio brasileiro, resultado de um total de exportações de 118,3 mil milhões de dólares e de importações de 73,5 mil milhões de dólares.

A projecção de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 feita pelo estudo da Febraben é “ligeiramente superior ao de 2006”.

Na semana passada, uma sondagem divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade que representa o sector no Brasil, indicou um que haverá um crescimento “lento e gradual” em 2006.

Um dos principais entraves ao crescimento da economia brasileira, segundo a sondagem, são as taxas de juros no Brasil.

Actualmente, as taxas de juros básicas da economia brasileira está em 17,25 por cento ao ano – uma das mais altas do mundo.

Cerca de 40 por cento das pequenas e médias empresas e 48 por cento das grandes empresas informaram que os juros altos são o principal obstáculo para o crescimento da indústria.

O estudo da CNI revela, entretanto, que os empresários brasileiros planeiam manter os actuais níveis de emprego na indústria, sem despedimentos nem novas contratações em 2006. (macauhub)

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