Moçambique assegura que aquisição de Cahora Bassa não compromete equilíbrio financeiro

13 February 2006

Washington, EUA, 13 Fev – Moçambique assegurou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que a aquisição da maioria do capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) não vai comprometer o equilíbrio financeiro do país, refere o FMI no seu último relatório.

No relatório, divulgado no final da semana passada na capital norte-americana, o FMI afirma que “as modalidades de financiamento desta transacção vultuosa e complexa ainda estão a ser trabalhadas, incluindo com a assistência do Banco Mundial”.

Contudo, “as autoridades moçambicanas asseguraram ao FMI de que as modalidades de financiamento serão consistentes com o programa (de estabilização macro-económica) e discutidas com o staff na próxima revisão”.

Portugal e Moçambique estão actualmente a negociar os termos finais da transferência do controlo da barragem, depois de terem assinado no final do ano passado um memorando de entendimento que prevê a cedência do controlo à parte moçambicana, que passará a deter perto de 80 por cento do capital.

No relatório sobre Moçambique, o FMI aconselha as autoridades a implementarem medidas que permitam tirar o máximo partido dos grandes projectos como a HCB e a fábrica de alumínio Mozal para o desenvolvimento do país.

“A concretização deste potencial (para o desenvolvimento) depende em grande parte de aumentar a sua contribuição fiscal, aumentar a transparência e promover legações ao resto da economia, ao mesmo tempo que contribuindo para atrair novos investimentos”, afirma.

A longo prazo, prevê, “a geração de emprego, disseminação tecnológica e integração vertical e horizontal com a economia doméstica deverão aumentar significativamente”, caso sejam tomadas as referidas medidas.

De acordo com o FMI, o total de investimentos em grandes projectos entre 1997 e 2004 ascendeu a 4 mil milhões de dólares, o equivalente a 60 por cento do produto interno bruto.

Este ano, é esperado o início das operações do projecto de extracção de titânio de Moma, em Nampula,e decisões quanto a três outros investimentos de vulto, no titânio, carvão e energia hidroeléctrica. (macauhub)

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