Angola pode concorrer com a Nigéria na produção de petróleo na próxima decada

17 February 2006

Luanda, Angola, 17 Fev – Angola poderá concorrer com a Nigéria no fornecimento do maior aumento da capacidade de produção nos próximos 10 anos, escreve a revista African Business na sua última edição.

Segundo a revista a produção de Angola já ultrapassou a marca do milhão de barris/dia e prevê-se que atinja os 2 milhões em 2008 à medida que o país segue a Nigéria na exploração em águas profundas.

Num longo artigo intitulado “A África assume o principal papel no palco” dedicado à exploração de petróleo e gás a revista refere que dezenas de milhares de milhões de dólares estão a ser investidos pelas grandes empresas do sector em projectos de águas profundas e ultra-profundas.

“Embora a produção de Angola se tenha alterado pouco em resultado desta injecção financeira dos últimos 5 anos, novos poços irão entrar em produção em rápida sucessão nos próximos 3 anos”, assinala a African Business.

Só a BP Angola prevê estar a produzir 400 mil barris/dia em 2010 como resultado de 8 mil milhões de dólares de investimento.

A empresa já produz petróleo nos blocos 15 e 17 e aumentos nestes dois mais o desenvolvimento dos blocos 18 e 31 deverão atingir os 400 mil barris.

O Bloco 17, que é operado pela Total, é o local do primeiro grande desenvolvimento de águas profundas, que começou a produzir nos finais de 2001.

O consórcio deste bloco inclui a Total (40 por cento), ExxonMobil (20 por cento), BP (16,67 por cento), Statoil Angola (13,33 por cento) e Norsk Hydro (10 por cento).

O projecto Kizomba da ExxonMobil no bloco 15 representará talvez a maior contribuição para a produção de Angola. Compreende 3 fases, com as primeiras duas a atingirem um pico de 250 mil barris/dia, e a terceira a atingir o mesmo valor.

A empresa norte-americana estima que o bloco contenha 4.500 milhões de barris de petróleo recuperável.

Kizomba A, que entrou em produção em meados de 2004, contem as descobertas Chocalho e Hungo, enquanto o Kizomba B contem os campos Dikanza, Kissanje e Marimba.

Não obstante, a norte-americana Chevron (antiga ChevronTexaco) continua a ser o principal produtor em Angola, através da sua subsidiária Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC).

A CABGOC opera no enclave de Cabinda, onde produz 550 mil barris/dia no Bloco 0. O contrato de operação, que devia terminar em 2010, foi já alargado para 2030.

Ao contrário da restante produção, a de Cabinda está localizada em terra.(macauhub)

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