Fazer negócios em Moçambique é difícil, afirma Banco Mundial

22 February 2006

Maputo, Moçambique, 22 Fev – O ambiente para os negócios em Moçambique é “crítico” não obstante os esforços do governo, afirmou terça-feira em Maputo o director da delegação do Banco Mundial em Moçambique, Michael Baxter.

Falando em conferência de imprensa para apresentar o estudo “Fazer negócios em 2006”, Baxter adiantou que a razão principal deriva do facto de a realização de um investimento continua a custar “mais tempo e dinheiro” do que o próprio negócio, situação que impede o crescimento económico do país.

O relatório do Banco Mundial afirma, por exemplo, que um investidor em Moçambique tem de seguir 14 procedimentos separados para iniciar a actividade e esperar 116 dias pelo licenciamento.

Um documento distribuído pelo Banco Mundial afirma que estes problemas colocam um peso demasiado grande nas pequenas e médias empreas, muitas das quais já a sofrer com outras restrições estruturais, tais como o difícil acesso ao crédito e a financiamento.

Rita Ramalho, funcionária do Banco Mundial em Maputo, afirmou que da complicada teia burocrática que caracteriza o ambiente de negócios em Moçambique só conseguem desembaraçar-se os investidores com influências na administração pública.

“Se não conheces alguém na administração pública, o teu processo de investimento será mais complicado, mas se tiveres um advogado já experimentado no relacionamento com o notário e outras entidades andará tudo mais rápido”, referiu ainda Rita Ramalho.

Presente na conferência de imprensa, o ministro do Comércio e Indústria de Moçambique, António Fernando, reafirmou o empenho do governo em melhorar o ambiente de negócios.

A fim de ilustrar a sua afirmação, o ministro mencionou a entrada em funcionamento em diversas cidades de “guichets” únicos para a abertura de empresas. (macauhb)

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