Empresa do grupo brasileiro Odebrecht vai gerir Belas Shopping de Luanda

3 March 2006

São Paulo, Brasil, 03 Mar – O Belas Shopping, o primeiro centro comercial de Angola, vai ser administrado pela Enashopp, empresa do grupo Odebrecht, que gere nove empreendimentos semelhantes na região Nordeste do Brasil, anunciou Edison Rezende.

Edison Rezende, presidente da Enashopp, afirmou ao jornal Valor Económico que a iniciativa em Angola vai proporcionar outras oportunidades pois a empresa está a analisar negócios semelhantes na África do Sul, Paraguai e Argentina.

O Belas Shopping, que representa um investimento de 35 milhões de dólares, é uma parceria entre a construtora Norberto Odebrecht, que detém 30 por cento, e o grupo angolano HO Gestão de Investimento, com 70 por cento.

Trata-se do primeiro centro comercial a ser administrado pela Odebrecht no estrangeiro.

O empreendimento, que deverá ser concluído em Dezembro de 2006, está a ser construído numa área de 120 mil metros quadrados, na zona Sul de Luanda, com cerca de 100 lojas.

A Odebrecht é a construtora brasileira com maior presença no estrangeiro, com a realização de obras em 14 países.

No fim de Fevereiro, o grupo Odebrecht venceu um concurso para reparar uma das barragens destruídas na passagem do furação Katrina, em Agosto do ano passado, nos Estados Unidos.

O grupo brasileiro, que actua em Portugal por meio da Bento Pedroso Construções (BPC), deverá assinar nos próximos dias um contrato de 132 milhões de dólares para a construção de uma auto-estrada nos Emirados Árabes.

Actualmente, o grupo brasileiro, o maior do sector de engenharia e construção da América Latina, está a construir um terminal marítimo na República de Djibouti.

Nos EUA há 15 anos, o grupo actua também nas obras de alargamento do aeroporto de Miami, em contratos que somam cerca de 1,3 mil milhões de dólares.

Em Portugal, a empresa já realizou obras no metro de Lisboa, construiu a ponte Vasco da Gama e cerca de 500 quilómetros de auto-estradas.

Em Angola, a empresa já participa do projecto diamantífero de Catoca, a quarta maior reserva do mundo, avaliada em cerca de 11 mil milhões de dólares. (macauhub)

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