Economia da China vai crescer 8 pc em 2006

6 March 2006

Pequim, China, 06 Mar – O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, considerou domingo, em Pequim, um crescimento económico acima dos oito por cento e a redução do consumo energético como as principais metas de desenvolvimento para a China em 2006.

“As principais metas para o desenvolvimento económico e social deste ano são o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) em cerca de oito por cento e a redução de cerca de quatro por cento do consumo de energia por unidade de PIB”, disse Wen Jiabao.

O primeiro-ministro discursou perante os delegados à Assembleia Nacional Popular (ANP) da China, o parlamento chinês, cuja sessão legislativa anual iniciou-se domingo no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

O plenário da ANP é composto por cerca de 3.000 delegados, escolhidos pelas forças armadas e pelas assembleias de província.

As previsões do primeiro-ministro para o crescimento económico do país em 2006 estão abaixo dos nove por cento previstos pelo Banco Mundial, entre outras análises.

Wen Jiabao, num discurso sobre o “Estado da Nação”, disse também que a economia chinesa vai crescer a uma taxa anual média de 7,5 por cento entre 2006 e 2010.

Entre 2001 e 2005, o PIB chinês cresceu em média 9,5 por cento, ou 0,9 pontos percentuais acima do definido pelo governo para esse período de cinco anos.

“O crescimento do PIB para os próximos cinco anos está fixado nos 7,5 por cento”, disse Wen Jiabao.

Wen Jiabao definiu também como uma das metas principais do governo aumentar a eficácia energética do país e disse que “entre 2006 e 2010, o consumo de energia deve ser reduzido em cerca de 20 por cento”.

Segundo dados do governo chinês, a China, para produzir 10 mil dólares de PIB, consome 7,1 vezes mais energia que o Japão, 5,7 mais que os Estados Unidos e mesmo 2,8 vezes mais que a Índia.

Entretanto em Londres um estudo da consultora PricewaterhouseCoopers considera que a A China poderá ser a maior economia do mundo em 2050, e o Brasil a quarta, tendo em conta o envelhecimento da população nos países ocidentais.

O estudo, citado na edição de sexta-feira do britânico The Times, coloca os Estados Unidos como a segunda maior economia mundial, e a Índia como a terceira.

Atrás do Brasil surgem Japão, actualmente a terceira maior economia mundial, a Indonésia e México.

O relatório considera as tendências demográficas de cada uma das principais economias mundiais, significativamente mais altas no Brasil ou Turquia do que no Reino Unido e Europa Ocidental, e o impacto destas nas taxas de crescimento económico de longo prazo.

O valor agregado destas sete economias identificadas será 75 por cento maior do que o das actuais maiores (G7).(macauhub)

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