Banco Mundial com participação na exploração de gás natural em Moçambique

29 March 2006

Maputo, Moçambique, 29 Mar – A International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial, passou a deter 5 por cento no Projecto de Gás Natural Pande/Temane, anteriormente da Companhia de Hidrocarbonetos de Moçambique (CHM), anunciou segunda-feira em Maputo a empresa moçambicana.

A CHM cedeu os cinco por cento à IFC como contrapartida dos empréstimos que esta instituição concedeu para que aquela empresa subscrevesse a sua participação de 30 por cento no consórcio que explora os principais campos de gás moçambicanos, no Sul do país, na província de Inhambane.

Com a transmissão dos cinco por cento à IFC, a CHM reduziu para 25 por cento as suas acções no projecto de produção de gás, ficando a petroquímica sul-africana SASOL com a maioria de 70 por cento do capital.

A CHM, que foi constituída em 2000 especificamente para ser o veículo da participação moçambicana no projecto do gás, é detida em 80 por cento pelo Estado moçambicano sendo os restantes 20 por cento controlados pela companhia pública Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

A maior parte do gás de Pande e Temane é transportado para o complexo industrial da SASOL na região de Secunda, África do Sul, através de um gasoduto de cerca de 850 quilómetros, que entrou em funcionamento em 2004.

A construção das infra-estruturas de pesquisa, exploração e transporte de gás de Pande e Temane mobilizou investimentos de mais de mil milhões de euros. (macauhub)

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