Maior revendedor de veículos do Brasil vai comercializar motas chinesas

30 March 2006

São Paulo, Brasil, 30 Mar – O grupo Rodobens vai iniciar a comercialização de motocicletas chinesas, a partir do segundo semestre deste ano, anunciou hoje em São Paulo o maior revendedor de veículos do Brasil.

O grupo brasileiro vai importar as motocicletas, que terão a marca Green Motos, da cidade de Wuxi, província de Jiangsu a cerca de 200 quilómetros de Xangai, anunciou o responsável pela Rodobens.

Waldemar Verdi Júnior avançou que as motocicletas serão vendidas numa rede de seis lojas, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

A previsão é de que o grupo brasileiro comercialize cerca de quatro mil motocicletas, entre 100 cc e 150 cc, que terão um preço até 20 por cento menor do que as actualmente vendidas no Brasil.

Actualmente, a japonesa Honda detém uma quota de 80 por cento do mercado brasileiro de motocicletas, cujo tamanho total deverá atingir 1,16 milhões de unidades até ao final do ano.

O mercado brasileiro de motocicletas tem registado um crescimento superior ao de veículos, nos últimos anos.

Os principais factores são preços menores, economia de combustível e facilidade de deslocação, nomeadamente nas grandes cidades brasileiras.

O grupo Rodobens registou uma facturação de 1,1 mil milhões de dólares, no ano passado, com uma rede de 75 lojas de veículos das marcas Mercedes-Benz, Ford, Toyota, General Motors e Volkswagen.

No início de Março, outro grupo brasileiro anunciou uma parceria com fabricantes chineses para iniciar a venda de motocicletas no Brasil.

A parceria foi feita entre a fabricante chinesa Lifan e o grupo Kasinski, que já produz sete modelos de motos de marcas internacionais, numa unidade industrial em Manaus, capital do Estado do Amazonas, na região Norte do Brasil.

O grupo chinês vai exportar para o Brasil motocicletas de baixas cilindradas, com a projecção de atingir 10 mil unidades comercializadas até ao fim de 2006.

A Lifan planeia vender no Brasil modelos de 50 cc a 250 cc a um custo final para o consumidor de cerca de dois mil reais (910 dólares), metade do valor actual das motocicletas japonesas. (macauhub)

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