Brasil informa China sobre quais os sectores estão a ser prejudicados pelas exportações chinesas

31 March 2006

Brasília, Brasil, 31 Mar – O governo brasileiro vai notificar até a próxima semana a embaixada da China sobre os sectores que estão a ser prejudicados pelo aumento das importações de produtos chineses, anunciou quinta-feira em Brasília fonte oficial.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), caso não haja entendimento, o governo brasileiro dará início aos processos de salvaguardas específicos contra a China.

“A palavra-chave é negociar, tanto que antes de adoptarmos a salvaguardas vamos oferecer consultas preliminares”, afirmou o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat.

Óculos de sol, armações de óculos, escovas de cabelo, altifalantes e ferro silício são alguns dos produtos chineses que estão a inundar o mercado brasileiro.

Os dois decretos que regulamentam as salvaguardas específicas para a China foram publicados no Diário Oficial do dia 6 de Outubro e, a partir dessa data, os empresários puderam enviar as suas queixas para o Departamento de Defesa Comercial do MDIC.

No caso dos têxteis, as salvaguardas valem até Dezembro de 2008, enquanto nos restantes segmentos podem ser aplicadas até Dezembro de 2013.

Entretanto, o acordo têxtil assinado em Fevereiro entre o Brasil e a China entra em vigor sábado, dia 1 de Abril, nos termos de um anúncio efectuado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em 15 de Março passado.

O acordo estabelece a limitação da exportação de 76 produtos têxteis chineses para o Brasil, cujas vendas deverão se manter dentro dos limites fixados pelos dois países até 2008.

Os itens para os quais se prevê a limitação voluntária de exportações chinesas correspondem a 60 por cento das importações têxteis do Brasil. (macauhub)

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