Linha de crédito Portugal/Angola aumentada de 100 para 300 milhões de euros

6 April 2006

Luanda, Angola, 06 Abr – Os governos de Portugal e de Angola chegaram quarta-feira a acordo para aumentar a actual linha de crédito para os investimentos das empresas dos dois países dos actuais 100 milhões para 300 milhões de euros.

O acordo foi anunciado após a reunião entre o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e o primeiro-ministro, José Sócrates, no segundo dos quatro dias de visita oficial do chefe do Governo português a Angola.

Segundo o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Pina, a actual linha de crédito bilateral, no valor de 100 milhões de euros, “foi rapidamente esgotada” pelos empresários portugueses e angolanos.

Ainda neste domínio, os dois países assinaram uma convenção sobre concessão de crédito de ajuda no valor de 100 milhões de euros a Angola, “sob a forma de juros bonificados e com garantia do Estado aos bancos envolvidos”.

O texto da convenção refere que o montante de 100 milhões de euros “destina-se a financiar projectos aprovados por ambos os países, cabendo a Angola financiar pelo menos 10 por cento de cada projecto”, e que “as empresas participantes terão de ser de origem portuguesa”.

Na cerimónia de assinatura de acordos bilaterais, Portugal e Angola estabeleceram uma base jurídica “para a intensificação da cooperação no domínio do turismo”.

O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, fez entretanto um apelo ao investimento português em Angola, salientando que o país atravessa uma fase de estabilidade política e de crescimento económico favorável à actividade empresarial.

José Eduardo dos Santos, que falava numa conferência de imprensa conjunta com José Sócrates, no Palácio da Cidade Alta, em Luanda, considerou que a visita do primeiro-ministro português “dará um novo impulso às relações bilaterais, que estão num ponto de viragem muito importante”.

O presidente angolano recordou que o seu país está a consolidar a paz alcançada há quatro anos, atravessa um processo de reconciliação nacional e apresenta “bons indicadores macroeconómicos”, o que se traduz num “ambiente favorável à actividade empresarial”.

Nessa perspectiva, salientou o “ambicioso” programa de reconstrução e modernização de infra-estruturas que está em curso em Angola, em que estão envolvidas várias empresas portuguesas, mas frisou que “o espaço ainda não está totalmente preenchido”. (macauhub)

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