Angola precisa de mais energia para se desenvolver, escreve a African Business

12 April 2006

Luanda, Angola, 12 Abr – Angola necessita de mais energia para desenvolver a sua economia que não está ligada ao petróleo, escreve a revista African Business na sua última edição com o título “Mais energia para a população”.

A revista assinala que ninguém coloca em dúvida a necessiade da existência de mais ligações rodoviárias e feroviárias mas acrescenta que “será o desenvolvimento do sector energético que trará mais crescimento” a Angola.

“Sem energia suficiente os serviços de telecomunicações e Internet sofrerão um revés e a tentativa de estabelecer um sector industrial falhará” assinala a African Business.

Actualmente Angola tem uma capacidade energética de 700MW e não existe uma rede de transformação nacional.

Existem três redes separadas nomeadamente nas províncias de Huíla e Namibe, no Sul, em Luanda Bengo, Kuanza-Norte,, Kuanza-Sul e Malange no Norte e Benguela, Bié e Huambo no centro.

Apesar de Angola pertencer à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) não beneficia de qualquer ligaçao à rede Southern Africa Power Pool apesar de existirem informações que brevemente posssa ratificar o documento de adesão.

O governo, escreve a revista, já se apercebeu da necessidade de melhorar o sector de produção de energia e nesse sentido está a fazer esforços para a construção de uma central de gás em Soyo.

A African Bussiness considera, no entanto que “é o sector hidroeléctrico que tem maior potencial de criar energia a curto prazo e lembra que dezenas de barragens destruídas ou cuja construção foi suspensa durante a guerra estão a ser reabilitadas.

O grupo brasileiro Odebrecht está na fase final de construção da barragem de Capanda no rio Kwanza que terá no futuro uma capacidade de 520MW imediatamente depois da instalação de quatro turbinas de origem russsa fornecidas pela Technopromexport .

Os rios de Angola fazem com que o país possua a terceira maior reserva de águas do continente africano com 150 terawatt por hora (TWh) por ano dos quais 65 TWh são económicamente viáveis.

Este manacial de água permite a construção de 50.000MW de capacidade energética mais do que a capacidae da África do Sul.

A construção de uma barragem no rio Cunene junto às quedas de água de Epupa na Namíbia está suspensa por motivos ambientais mas há uma série de pequenos projectos que estão em curso como a central de M`bridge que vai fornecer energia a Luena, capital da província do Moxico, a Dala Chiumbe na Lunda Sul que servirá a cidade de Luena.

A revista Africa Business assinala que Angola com “petróleo, gás, diamantes, energia hidroélectrica e terrenos de cultura férteis tem o potencial para se tornar uma força económica em África”.

“A sua população de 13 a 15 milhões deverá duplicar em 20 anos pelo que a visão de Angola com 30 milhões de habitantes prósperos não é impossível”, assinala ainda a Africa Business na sua edição de Abril. (macauhub)

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