Estoril-Sol faz compasso de espera na internacionalização

17 April 2006

Lisboa, Portugal, 17 Abr – A Estoril-Sol vai fazer um compasso de espera no seu processo de internacionalização, que tem África e América como objectivos, apesar de dispor de “convites e oportunidades” para avançar já, disse ao macauhub Mário Assis Ferreira.

Assis Ferreira, presidente da empresa que gere os casinos de Stanley Ho em Portugal, afirmou que a capacidade financeira da Estoril-Sol foi “muito sacrificada” com o investimento de 110 milhões de euros no novo Casino Lisboa, a inaugurar na quarta-feira, e que só “a partir do momento em que a geração de cash flow” desta unidade o permita, avançarão os investimentos no estrangeiro.

“A Estoril-Sol tem um know-how e um prestígio que faz com que quem queira fazer um casino em África e na América venha ter connosco”, considera o gestor, em entrevista ao macauhub.

Apesar de existirem “muitas oportunidades e convites”, adiantou, a prioridade vai para “ter uma estrutura financeira saudável, segura e consistente”, que permita uma “política de internacionalização cuidadosa e rigorosa”.

A confirmarem-se intenções de investimento em Angola ou Moçambique, lembra, estas terão sempre de passar pela Geocapital, sociedade criada por Stanley Ho para promover investimentos nos países de língua oficial portuguesa.

“Se encontrar oportunidades no âmbito da sua actividade, a Geocapital consulta-nos e daremos a nossa visão e contributo”, afirmou ao Macauhub.

Quanto a Angola e Moçambique, onde estão a ser lançados importantes investimentos hoteleiros, “as indicações são positivas”, apontando para a viabilidade de salas de jogo de grandes dimensões, mas estes são mercados que “precisam ainda de ser estudados” pela empresa portuguesa, adiantou.

Para já, Assis Ferreira escusa-se a prever quanto tempo levará a Estoril-Sol a recompor-se financeiramente do novo investimento, afirmando que tal “vai depender da afluência” ao novo recinto de jogo da capital portuguesa.

O novo Casino Lisboa deverá gerar receitas de perto de 70 milhões de euros nos primeiros oito meses de actividade, dos quais perto de 20 milhões “desviados” do Casino do Estoril, situado nos arredores da capital, referiu Assis Ferreira ao macauhub.

Este ano, o Estoril deverá facturar perto de 105 milhões de euros, 20 por cento abaixo do registado no ano anterior, mas ainda assim as receitas do grupo deverão subir, adiantou.(macauhub)

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