Brasil planeia criar centro de distribuição de produtos na China

28 April 2006

São Paulo, Brasil, 28 Abr – O Brasil planeia criar um centro de distribuição de produtos brasileiros em Xangai, no segundo semestre deste ano, como parte da estratégia de internacionalização de suas empresas, divulgou quinta-feira uma fonte oficial.

Juan Quirós, presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), salientou que a unidade vai apoiar a comercialização de produtos brasileiros na China.

“Esses centros permitem que empresas de médio e pequeno porte vendam seus produtos no estrangeiro, com o apoio do governo em termos jurídicos e de espaço”, afirmou o responsável.

Actualmente, o Brasil mantém centros de distribuição em Dubai (Emirados Árabes), Miami (nos Estados Unidos) e Frankfurt (Alemanha).

Outro centro de distribuição será inaugurado em Lisboa, no dia 12 de Junho, na principal área de logística e infra-estrutura da região, a 20 quilómetros do porto e a 15 quilómetros do aeroporto.

A Apex planeia inaugurar, no primeiro semestre deste ano, um outro centro de distribuição, em Varsóvia, na Polónia.

O centro de distribuição é um espaço onde pequenas e médias empresas de diversos sectores podem armazenar mercadorias, participar de rondas de negócios com compradores estrangeiros e manter seus escritórios.

Os centros permitem igualmente que as empresas tenham maior agilidade na entrega de seus produtos, uma vez que mantêm stocks próximos dos locais de destino.

O centro de distribuição de Portugal, por exemplo, vai albergar produtos de 150 empresas brasileiras de 20 diferentes sectores, num investimento inicial de 280 mil euros.

As empresas que participam desses centros são de sectores como alimentos, artesanato, rações para animais, peças sobressalentes, têxteis, café, calçados, cosméticos, instrumentos musicais, plásticos, máquinas e equipamentos, mármore e granito.

Uma das principais vantagens para as empresas que participam desse centro é o custo, uma vez que o espaço total é alugado pela Apex, que divide o aluguer de pequenas partes com as empresas, explicou Quirós.

Outra vantagem é que as empresas pagam os impostos alfandegários apenas quando seus produtos são vendidos e deixam as instalações do centro de distribuição.

O principal objectivo é estimular a internacionalização das empresas brasileiras, através da abertura de subsidiárias no estrangeiro, após a permanência de até 18 meses nesses centros de distribuição.

O centro permite ainda eliminar intermediários, encurtar a distância entre a produção e o consumo, o que permite preços mais competitivos, salientou Quirós. (macauhub)

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