China deve ser prioridade para empresários portugueses, afirma presidente do ICEP

10 May 2006

Lisboa, Portugal, 10 Mai – Os empresários portugueses devem analisar os mercados em crescimento, nomeadamente a China, que já está no terceiro lugar do comércio externo português, depois da União Europeia e dos EUA, defendeu terça-feira em Lisboa o presidente do ICEP.

Falando na abertura do III Congresso Profissional – Oportunidades de negócios na China, João Marques da Cruz adiantou que “só nos dois primeiros meses do ano” as exportações para a China cresceram 60 por cento contra a alta de 40 por cento registada ao longo de 2005.

A China ocupa já o terceiro lugar no comércio externo português fora da União Europeia, depois de Angola e EUA, “representando já metade do que exportamos para Angola”, adiantou.

Para Marques da Cruz, os empresários portugueses deverão virar-se particularmente para este dois mercados, que estão com grandes taxas de crescimento, especificando o caso da China, que “já é a sexta economia mundial, a terceira potência comercial e o terceiro destino do investimento directo estrangeiro mundial”.

Portugal, que tem 75 por cento das suas exportações na União Europeia, “precisa de diversificar os mercados, sendo China e Angola os dois grandes mercados de exportação de resposta imediata”, seguindo-se Brasil, Rússia e Índia, e depois os países do alargamento da UE, Polónia, República Checa e Hungria.

Para as empresas portuguesas se instalarem na China, o ICEP está fazer duas campanhas anuais, Março e Setembro, tendo criado escritórios em Pequim, Xangai e Macau para ajudar os empresários nacionais a fazer negócios.

Fernanda Ilhéu, professora universitária e secretária-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, disse, por seu turno, que “a China é o principal motor do crescimento da economia global e os olhos estão virados para a China, porque ela mexe com os resultados das empresas, sejam grandes, pequenas ou domésticas”. (macauhub)

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