Italiana ENI venceu concurso para exploração da área remanescente do Bloco 15

10 May 2006

Luanda, Angola, 10 Mai – A petrolífera italiana ENI lidera o consórcio de seis empresas que vai explorar a área remanescente do Bloco 15, ao largo da costa angolana, foi terça-feira anunciado em Luanda.

A ENI, que assumirá 35 por cento do capital do consórcio, concorreu a esta área de exploração petrolífera propondo um bónus de assinatura de 902 milhões de dólares.

Numa cerimónia realizada em Luanda, Carlos Saturnino, director de negociações da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL), revelou que o consórcio que vai explorar a área remanescente do Bloco 15 integra ainda a SONANGOL Internacional (20 por cento), a SONANGOL Pesquisa e Produção (15 por cento) e a petrolífera francesa TOTAL (15 por cento).

Os restantes parceiros são a brasileira PETROBRAS, a angolana Falcon Oil e a STATOIL, cada um com cinco por cento do capital.

Segundo Carlos Saturnino, o concurso para a área remanescente do Bloco 15, em águas profundas, foi o que teve mais empresas interessadas, tendo sido apresentadas 14 propostas, das quais foram seleccionadas apenas seis.

No Bloco 5, em águas rasas, foi formado um consórcio liderado pela VALCO, com 40 por cento do capital, que integra a Inter Oil (40 por cento) e a SONANGOL Pesquisa e Produção (20 por cento).

A brasileira PETROBRAS lidera o consórcio que vai explorar o Bloco 6, também em águas rasas, com 40 por cento do capital, tendo como parceiros a SONANGOL Pesquisa e Produção (20 por cento), a Inter Oil (20 por cento), a Initial Oil (10 por cento) e a Falcon Oil (10 por cento).

A PETROBRAS lidera também o consórcio do Bloco 26, em águas profundas, com 80 por cento do capital, tendo como parceiro a SONANGOL Pesquisa e Produção, com os restantes 20 por cento.

O Bloco 1, em águas rasas, que também integrava este concurso, não foi adjudicado por não terem sido ainda concluídas as negociações relativas à formação do consórcio que o vai explorar.

A SONANGOL é a concessionária dos direitos de prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos em todo o território angolano.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África sub-saariana, atrás da Nigéria, produzindo actualmente cerca de 1,4 milhões de barris por dia.

As reservas petrolíferas do país estão estimadas em cerca de 12 mil milhões de barris, encontrando-se a zona marítima angolana dividida em 74 blocos de exploração, em águas rasas, profundas e ultra-profundas, dos quais apenas cerca de três dezenas estão actualmente em operação.

As estimativas dos responsáveis angolanos apontam inicialmente para uma produção petrolífera de dois milhões de barris diários em 2008, mas este valor poderá ser atingido durante o próximo ano na sequência do início da exploração de novos poços. (macauhub)

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