Portugal à beira de abandonar nova refinaria em Sines, mas existente deverá ser reforçada

10 May 2006

Lisboa, Portugal, 10 Mai – Portugal está à beira de abandonar o investimento numa nova refinaria em Sines, promovida por um grupo liderado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros, optando por incentivar a modernização da unidade ali existente, da Galp Energia.

Em declarações ao Jornal de Negócios na terça-feira, o ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou que “ou o projecto da refinaria Vasco da Gama [de Monteiro de Barros] é reformulado, ou o Governo não está em condições de apoiar”.

O ministro criticou particularmente o “elevadíssimo montante em incentivos financeiros directos” pedidos e os níveis de poluição associados eram superiores ao inicialmente previsto, que, afirmou, põem em causa o cumprimento das metas do protocolo de Quioto.

A nova refinaria constituía o maior projecto de investimento em carteira em Portugal, depois de Patrick Monteiro de Barros ter assinado um memorando de entendimento com a API, a 9 de Dezembro do ano passado.

Com um custo de 4 mil milhões de dólares, a unidade tem uma capacidade de produção prevista de 300 mil barris diários, 1,5 vezes mais do que a maior refinaria actualmente existente em Portugal, a da Galp Energia também em Sines.

Entretanto, a Galp Energia prepara-se para apresentar nos próximos dias um projecto de investimento na ordem dos mil milhões de euros para a reconfiguração da sua refinaria de Sines. (macauhub)

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