Moçambique pede apoio ao FMI e Banco Mundial para lidar com aumento do preço dos combustíveis

17 May 2006

Maputo, Moçambique, 17 Mai – Moçambique pediu apoio ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial para lidar com o aumento do preço dos combustíveis no país, que poderá comprometer o crescimento económico previsto para este ano, revelou o Ministro das Finanças.

Segundo Manuel Chang, o FMI já se mostrou disponível a “rever alguns indicadores, como é o caso das verbas queconcede a Moçambique, tendo em conta esta situação de alta de preços”.

Em concreto, o governo pretende que as duas instituições concedam um apoio adicional de cerca de 50 milhões de dólares para fortalecer as reservas moçambicanas de divisas e assegurar a manutenção da capacidade de importação de combustíveis.

No final do mês passado, segundo o último boletim do Banco de Moçambique, as reservas internacionais líquidas cifravam-se em 1,2 mil milhões de dólares, mais 58 milhões de dólares do que o registado no final da quinzena anterior.

“Não há dúvida de que a situação dos preços dos combustíveis mexe com a economia nacional. Moçambique é um país que não influencia os preços do petróleo no comércio internacional, por isso temos que cumprir com os preços estabelecidos”, disse Chang, citado pelo jornal Notícias.

O governo, afirmou o ministro das Finanças, está actualmente empenhado em fazer uma “monitorização do impacto da subida do preço do petróleo”, e só depois decidirá que medidas concretas introduzir para minorar os efeitos sobre a economia do país.

A economia moçambicana cresceu 7,5 por cento no ano passado e para este ano a previsão oficial é de oito por cento. (macauhub)

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