Licenças de operação de blocos 6 e 26 são “nova fase” para Petrobras em Angola

18 May 2006

São Paulo, Brasil, 17 Mai – A atribuição à Petrobras das licenças de operação dos blocos 6 e 26 no “off-shore” angolano representa o início de uma “nova fase” para as actividades naquele país africano, afirmou a petrolífera brasileira.

A Petrobras assegurou na semana passada, numa licitação promovida pela petrolífera estatal angolana Sonangol, participações nos blocos 6 (40 por cento), 26 (80 por cento), onde será operadora, e ainda no disputado bloco 15 (cinco por cento).

Em comunicado divulgado na quinta-feira a Petrobras afirma que o programa de trabalho para o Bloco 6, de águas rasas, a norte de Luanda, tem a duração de 4 anos e “estará focado em viabilizar economicamente uma jazida petrolífera descoberta há cerca de duas décadas”.

A viabilização, adianta, vai implicar a “aplicação de tecnologias especiais, desenvolvidas pelo Centro de Pesquisas – CENPES” e ainda a “investigação de novos prospectos exploratórios para perfuração e ampliação das reservas”.

O bloco 26, na Bacia de Benguela, sul de Angola, “é uma área de fronteira exploratória que será alvo de perfurações exploratórias nos próximos anos, em função da integração de dados geológicos e geofísicos e analogias, com modelos petrolíferos da costa oeste africana e da costa leste brasileira”.

O Bloco 15, que terá a italiana Eni como operador, situa-se num perímetro de campos com reservas estimadas em 3,5 mil milhões de barris e produção da ordem de 600 mil barris por dia, frisa a petrolífera brasileira.

Este campo, afirma a Petrobras, “tem grande potencial para novas descobertas, tendo despertado grande interesse e forte competição entre as empresas petrolíferas”.

“Com a inclusão destes três novos blocos exploratórios à sua carteira, a Petrobras consolida uma posição de forte aderência ao seu Plano Estratégico e inaugura uma nova fase em Angola, onde actuará como operadora”.

Em Angola, a Petrobras tem actualmente uma participação de 27,5 por cento no bloco 2, com produção própria actual de 6,5 mil barris por dia, e actividades exploratórias no bloco 34, localizado em águas profundas. (macauhub)

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