Cinco empresas angolanas candidatas para exploração de petróleo nos blocos 17 e 18

22 May 2006

Lisboa, Portugal, 22 Mai – Cinco empresas angolanas apresentaram propostas no concurso para exploração dos blocos 17 e 18 do “off-shore” angolano, um número sem precedentes em concursos anteriores, noticiou a newsletter Africa Monitor.

De acordo com o boletim de informações editado em Lisboa, no actual concurso surgem três empresas até agora desconhecidas (ACR, Prodoil e Wodge), além de duas (Falcon Oil e Gema) que já se tinham apresentado em concursos anteriores.

A maior oferta financeira a estes blocos, licitados a 9 de Maio, foi feita pela Sonangol Sinopec International (SSI), “joint-venture” sino-angolana – um bónus de assinatura de 1,1 mil milhões de dólares pela totalidade de cada uma das áreas remanescentes dos blocos 17 e 18 do “offshore” angolano, 2,2 mil milhões no total, além de 200 milhões de euros a título de “projectos sociais”.

Segundo o África Monitor, as novas sociedades angolanas que se apresentaram a concurso estão ligadas à classe política angolana, e a sua candidatura marca uma evolução da postura do empresariado no sector do petróleo, do negócio de serviços complementares directamente para o de exploração.

A entrada a concurso surge na sequência de apelos públicos do governo angolano para que o empresariado nacional participe no desenvolvimento dos sectores petrolífero e diamantífero, cujas licenças de exploração e produção têm vindo a ser entregues sobretudo a multinacionais.

As reservas petrolíferas do Bloco 17 estão estimadas em cerca de mil milhões de barris, enquanto as reservas do Bloco 18 podem atingir três mil milhões de barris.

Directamente ligado à apresentação de propostas aos blocos 17 e 18, escreve o África Monitor, está o excesso de liquidez na economia, conjugado com o diminuto raio de oportunidades de investimento financeiro no país.

Tendo em vista a promoção do empresariado angolano, as autoridades têm vindo a fomentar parcerias entre empresas locais e investidores estrangeiros, mais notórias no sector dos diamantes.

Segundo o África Monitor, numa reunião recente do Comité Permante do partido do governo, MPLA, foi traçado o objectivo de, com estas e outras medidas, elevar a curto prazo o número de empresários em Angola para 200 mil indivíduos. (macauhub)

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