Francês BNP quer estimular negócios entre empresas do Brasil e da China

25 May 2006

São Paulo, Brasil, 25 Mai – O BNP Paribas quer aproveitar a sua presença na Brasil e na China para estimular os negócios entre empresas dos dois países, anunciou quarta-feira a subsidiária brasileira do banco francês.

O director de fusões e aquisições do BNP Brasil, François Legleye, salientou que o interesse e os negócios entre empresas dois países estão a crescer, nos últimos anos.

O responsável disse que a ampliação de negócios na China é uma tendência natural para as grandes empresas brasileiras, como a Embraer, WEG, Marcopolo, Petrobras, Vale do Rio Doce e Gerdau.

François Legleye realçou que o grupo francês actua na China desde 1980, por meio do banco BNPP, com um capital de 600 milhões de yuan, o maior investimento de um banco estrangeiro no país.

No Brasil, a instituição oferece assessoria, baseada no conhecimento do mercado chinês, aos empresários brasileiros interessados em avançar com negócios para a China.

Recentemente, o BNP Paribas foi responsável por duas grandes operações de empresas brasileiras na China, nomeadamente do grupo Gerdau, o maior fabricante de aço da América Latina, e da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).

A instituição francesa, em conjunto com o Banco Industrial e Comercial da China, concederam um empréstimo de 236,5 milhões de dólares a duas empresas chinesas.

A China Minmetals Corp e o Grupo de Construção Metalúrgica da China utilizaram o empréstimo para vender equipamentos à Gerdau, na maior venda ao estrangeiro de material metalúrgico por empresas chinesas.

O negócio enquadra-se ainda no projecto da brasileira Gerdau, o 13º maior fabricante de aço do mundo, de expandir a produção em 50 por cento para 4,5 milhões de toneladas.

François Legleye lembrou que a Gerdau foi a primeira empresa privada a obter um seguro de risco de crédito para esse tipo de operação da Sinosur, a agência de fomento à exportação do Governo chinês.

O BNP Paribas auxiliou também a Companhia Vale do Rio Doce, maior produtora mundial de minério de ferro, na aquisição de uma mina de carvão na China, num investimento de 100 milhões de dólares.

Desde Junho de 2005, a Vale do Rio Doce mantém uma participação de 25 por cento na chinesa Henan Longyu Energy Resources, na província de Henan. (macauhub)

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