FMI e Banco Mundial pressionam Guiné-Bissau a reformar administração pública

26 May 2006

Guiné, Guiné-Bissau, 26 Mai – O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial estão a pressionar o governo da Guiné-Bissau a reformar urgentemente a administração pública para conter o défice orçamental, noticia a newsletter Africa Monitor.

Entre estas reformas estão a redução do número de funcionários públicos em, pelo menos, 1.500 indivíduos, bem como reestruturar carreiras e introduzir critérios de eficiência no funcionamento dos organismos do Estado.

O boletim editado em Lisboa adianta que as duas instituições têm, em reuniões recentes com o governo guineense, colocado ênfase na necessidade de melhorar o funcionamento dos sistemas judicial e fiscal, por forma a atrair investimento estrangeiro.

Outro apelo vai no sentido de reduzir para metade, 5.000, o actual número estimado de efectivos das Forças Armadas guineenses.

O encargo com salários da função pública, que mais do que duplicou entre 1998 (700 milhões de francos CFA) e o ano passado (1,7 mil milhões de francos CFA) é a principal causa para a subida do défice orçamental guineense.

A elevada despesa pública, associada ao nível de endividamento do país, tem criado constrangimentos orçamentais que em várias alturas nos últimos anos têm impedido o pagamento de salários aos trabalhadores do Estado, nomeadamente professores.

De acordo com o Africa Monitor, o FMI aprovou as linhas gerais do orçamento do novo governo guineense para o próximo ano, apesar de o documento prever um défice elevado, por forma a estimular à execução das reformas recomendadas.

Caso sejam seguidas as recomendações, serão reatadas as relações entre a Guiné-Bissau e as duas instituições, actualmente suspensas, possivelmente através da adesão do país a um programa de redução do endividamento. (macauhub)

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