Brasileira CCR concorre a três concessões rodoviárias avaliadas em mil milhões de reais

30 May 2006

Lisboa, Portugal, 30 Mai – A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) brasileira vai candidatar-se a três concursos do programa de parcerias público-privadas (PPP) do país, revelou um administrador da empresa.

Leonardo Viana, administrador da CCR, afirmou ao Diário Económico que os concursos, de construção e concessão de três estradas com uma extensão total de 1.340 quilómetros estão avaliados entre 800 milhões de reais e 1,1 mil milhões de reais.

Entre as várias concessões lançadas a concurso, a CCR escolheu a rodovia Fernão Dias – entre São Paulo e Belo Horizonte – a Régis Bittencourt – que ligará São Paulo a Curitiba – e a BR-101, entre Curitiba e Florianópolis.

O critério de escolha, segundo Leonardo Viana, foi o potencial de tráfego das estradas, situando-se as seleccionadas numa das regiões de maior densidade populacional e desenvolvimento económico do Brasil.

Segundo Viana, os investimentos serão financiados em 60 por cento através de endividamento, 20 por cento de capitais próprios e o restante pela cobrança de cobrança de portagens, o que será feito logo que entrarem em operação as três concessões.

O programa de parcerias público-privadas brasileiro ronda os 4,7 mil milhões de euros, para cerca de 3 mil quilómetros de auto-estradas.

A CCR é actualmente a maior concessionária rodoviária da América Latina e, caso ganhe os três concursos a lançar pelo governo brasileiro, poderá duplicar a dimensão da sua rede no Brasil a médio prazo, para perto de três mil quilómetros de estradas.

Beneficiando da alta do mercado de capitais brasileiro e do bom momento do mercado das concessões, a capitalização bolsista da CCR quintuplicou nos últimos quatro anos, após a entrada em bolsa, para 3,5 mil milhões de euros.

Formada em 1998 por iniciativa de algumas das maiores construtoras brasileiras, a CCR tem actualmente como principais accionistas a Novo Mercado, com 28,88 por cento, a Andrade Gutierrez Concessões com 17,42 por cento e a Camargo Corrêa, Serveng-Civilsan e a portuguesa Brisa, todas com 17,90 por cento. (macauhub)

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