Exportações de tabaco do Malaui através do Porto da Beira duplicam em 2005

30 May 2006

Maputo, Moçambique, 30 Mai – As exportações de tabaco do Malaui através do Porto da Beira duplicaram no ano passado, revelam dados obtidos pelo Macauhub junto da Cornelder, empresa que explora a infra-estrutura.

O porto, situado no norte de Moçambiqu processou 9.370 TEU (unidade de medida de contentores) de tabaco originário do Malaui, mais 109 por cento do que os 4.479 TEU registados em 2004, de acordo com a mesma fonte.

As exportações de chá do Malaui aumentaram 43 por cento, para 1.483 TEU, ao passo que o processamento de açúcar proveniente do mesmo país-vizinho de Moçambique caiu quase 72 por cento, para 348 TEU.

As exportações agrícolas contentorizadas do Zimbabué registaram uma quebra generalizada – destaque para o Tabaco (menos 31 por cento) e Algodão (menos 47 por cento) – enquanto os minérios e rochas com a mesma origem ou iniciaram trânsito (casos do granito e grafite) ou subiram (vermiculite, mais 61 por cento).

A Zâmbia exportou açúcar (437 TEU) e algodão (244 TEU), mercadorias não registadas com aquela origem em 2004, e mais do que duplicou o envio de tabaco (27 TEU).

Todas as principais exportações moçambicanas de contentores aumentaram, com destaque para a sucata (780 TEU, quatro vezes mais), madeira (mais 150 por cento), algodão (mais 78 por cento), enquanto que o envio de camarão se manteve estável em 541 TEU e 647 TEU de tabaco foram processados.

Quanto a carga geral, as exportações de Moçambique através da Beira caíram quase todas – arroz, clínquer, sucata e fertilizantes – sendo a única excepção o trigo, que registou um aumento de três por cento, para 45.600 toneladas.

Os maiores aumentos registaram-se nas mercadorias originárias do Malaui, com a carga de fertilizantes a quase duplicar, para 104,2 mil toneladas, e a de trigo a atingir as 52,8 mil toneladas, mais 118 por cento.

Sorgo, trigo e açúcar da Zâmbia passaram pela Beira em 2005, não registados no ano anterior, e as exportações de fertilizantes daquele país mantiveram-se estáveis, nas 6.800 toneladas.

Globalmente, o tráfego no Porto da Beira atingiu 1,53 milhões de toneladas métricas de mercadorias, mais 12,3 por cento do que no ano anterior.

Em termos de contentores, os principais pontos de origem foram o Malaui (39 por cento) e Moçambique (38,7 por cento).

Zimbabué (45 por cento) e Moçambique (27,6 por cento) foram os principais exportadores no que diz respeito a carga geral, e não a Zâmbia, ao contrário do que referiu o macauhub numa notícia recente sobre a Cornelder. (macauhub)

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