Empresários chineses avaliam potencialidades do vale do Zambeze

1 June 2006

Maputo, Moçambique, 01 Jun – Uma delegação de empresários chineses reuniu-se terça-feira, em Maputo, com representantes do Gabinete do Plano do Vale do Zambeze (GPZ), para avaliar as oportunidades de investimento naquela região do centro e Norte de Moçambique.

O grupo, composto por uma dezena de empresários e representantes de empresas chinesas, permanecerá em Moçambique até ao fim desta semana, devendo manter vários encontros com os intervenientes nos projectos desenvolvidos no Vale do Zambeze.

O vale do Zambeze é a região de Moçambique mais rica em termos de recursos agro-pecuários e energéticos e nela se encontram a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e as mais importantes minas de carvão do país, já concessionadas ao gigante brasileiro Companhia do Vale do Rio Doce (CVRD).

O objectivo da visita é o do investimento no Vale do Zambeze, uma região no centro de Moçambique com cerca de 225 mil quilómetros quadrados, onde se inclui a barragem de Cahora Bassa e com possibilidade para serem ali criadas mil hídricas para energia e irrigação.

A região é igualmente rica em recursos minerais, como o carvão de Moatize, explorado pelos brasileiros da Vale do Rio Doce, e detém 60 por cento das espécies florestais de alto valor económico.

A missão chinesa que se encontra em Moçambique é chefiada por Wang Cheng An, secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, sedeado em Macau.

Da missão fazem parte as empresas Zhen Hua Harbour, Eximbank, China National Construction and Agricultural Machinery Import &Export Co, China Minmetals Co, China International Engineering & Materials Co, ChinaChem e China Harbour.

A delegação deslocou-se a Moçambique por iniciativa da empresa Zamcorp, criada em Abril em Maputo, com capitais moçambicanos, de Macau e portugueses, destinada à captação preferencial de investimentos chineses para o Vale do Zambeze.

A Zamcorp, com sede em Tete, centro de Moçambique, foi constituída com um capital de meio milhão de dólares, detido em 55 por cento pela Sogir, uma empresa pública de Moçambique, associada ao Gabinete do Plano do Zambeze.

O restante capital da Zamcorp foi subscrito em 35 por cento pela Geocapital, dos empresários Stanley Ho, de Macau, e Ferro Ribeiro, de Portugal, e em 10 por cento pela Mozacapital, detida em maioria por um grupo de investidores privados moçambicanos. (macauhub)

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