Investimento brasileiro no estrangeiro quase duplicou em cinco anos

5 June 2006

São Paulo, Brasil, 05 Jun – O investimento das empresas brasileiras no estrangeiro aumentou 44 por cento, nos últimos cinco anos, para 71,6 mil milhões de dólares, em 2005, informou fonte oficial em São Paulo.

O Banco Central do Brasil (BC) informou que, em 2001, o investimento total das empresas brasileiras no estrangeiro ascendia a 49,6 mil milhões de dólares.

Actualmente, o Brasil é o quarto maior investidor no estrangeiro, entre os países emergentes, atrás da China (Hong Kong), Singapura e Taiwan, de acordo com dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

As empresas brasileiras que actuam no estrangeiro empregam mais de 42.000 trabalhadores em 48 países, nos cinco continentes, segundo um outro estudo recentemente divulgado.

As grandes empresas brasileiras que actuam no estrangeiro são a Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Marcopolo, Embraer, Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, WEG, entre outras.

Com activos em 18 países, a Petrobras é a empresa brasileira com maior número de trabalhadores no estrangeiro, cerca de 17.200, na América do Sul, Estados Unidos, Ásia e África.

O número de trabalhadores estrangeiros da estatal brasileira do petróleo deverá aumentar dentro da estratégia da empresa de alargar sua presença no mercado internacional.

A Companhia Vale do Rio Doce, a maior produtora mundial de minério de ferro, é a empresa brasileira com mais longa actuação no estrangeiro.

A empresa mineira iniciou sua actuação no estrangeiro por meio da abertura de um escritório no Japão, há cerca de 30 anos, e hoje actua em 18 países, num total de cerca de 2.400 trabalhadores.

A brasileira WEG é um das maiores fabricantes mundiais de motores eléctricos, com cerca de 60 por cento do mercado de toda a América Latina.

Actualmente, o grupo mantém fábricas na Argentina, Portugal, México e China, para além de unidades de comercialização nos EUA, Venezuela, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, França, Espanha, Itália, Suécia, Austrália, Japão, Chile, Colômbia e Índia.

A WEG investirá este ano na ampliação e modernização de sua unidade chinesa, adquirida em 2004, em Nantong, com o objectivo de transformá-la numa base de exportação para duplicar as vendas no mercado asiático.

A Marcopolo é o maior fabricante de carroçarias da América Latina e um das três maiores do mundo no sector, com fábricas no Brasil, Portugal, África do Sul, México e Colômbia.

Maior empresa de engenharia da América Latina, a facturação do grupo Norberto Odebrecht no estrangeiro já representa 75 por cento do total, nomeadamente devido às operações nos Estados Unidos e em Portugal.

Actualmente, a Odebrechet é a construtora brasileira com maior presença no estrangeiro, com a realização de obras em 14 países.

Em Angola, a empresa participa do projecto diamantífero de Catoca e da construção do primeiro shopping center de Angola, em parceria com o grupo angolano HO Gestão.

A também construtora Andrade Gutierrez já regista mais da metade de sua facturação no estrangeiro, nomeadamente em países da América Latina (10 por cento) e em Portugal (32 por cento).

A lista das multinacionais brasileiras inclui ainda o grupo Camargo Correa, que recentemente adquiriu a Loma Negra, maior produtora de cimento da Argentina.

A Embraer, quarto maior fabricante mundial de aeronaves, mantém escritórios e bases de serviço em França, Estados Unidos, Portugal, China e Singapura.

Desde que foi criada em 1969, a Embraer já fabricou cerca de 5.500 aeronaves para 125 companhias aéreas de 58 países dos cinco continentes.

O total de encomendas firmes da Embraer, uma das maiores empresas exportadoras do Brasil, ascende a cerca de 11 mil milhões de dólares para os próximos anos.

Em 2002, por meio de uma joint venture com a China Aviation Industry Corporation, a Embraer criou sua primeira unidade no estrangeiro.

A Harbin Embraer Aircraft Industry Company está localizada na cidade de Harbin, capital da província de Heilongjiang, na região Nordeste da China.

Em Dezembro de 2004, a Embraer, em conjunto com a European Aeronautic Defense and Space Company (EADS), venceu o concurso público de privatização da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal. (macauhub)

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