Cabo Verde assume em Agosto presidência do Conselho Empresarial lusófono

8 June 2006

Lisboa, Portugal, 08 Jun – Cabo Verde assume a 17 de Agosto a presidência do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), elegendo como prioridade agilizar o financiamento de projectos de empresas dos países-membros e estimular parcerias público-privadas.

Orlando Mascarenhas, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento, associação que representa Cabo Verde no conselho, afirmou ao Macauhub que pretende acelerar durante a presidência de um ano “contactos já iniciados com instituições financeiras internacionais”, para garantir apoio a projectos apresentados pelas empresas do espaço lusófono.

Entre estas instituições, adiantou, estão o Banco de Africano de Desenvolvimento (BAD), a União Europeia e o brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, mas também o Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento.

“Precisamos, em termos concretos, de materializar projectos de empresas, e o Conselho Empresarial fará efectivamente o seu trabalho quando estes possam encontrar financiamento”, afirmou Mascarenhas ao Macauhub.

Dois anos depois da constituição do Conselho (4 de Junho de 2004), “é fundamental fazer algo para satisfazer as expectativas” dos agentes económicos do espaço de língua portuguesa, adianta.

Em finais de Abril, o Secretário-Geral do Conselho Empresarial, Francisco Mantero, esteve reunido em Washington com representantes do Banco Mundial e do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento.

Para Mascarenhas, é “grande” a diversidade dos projectos empresariais a apoiar, passando, por exemplo em Cabo Verde, por sectores tradicionais como a agricultura, em expansão como o turismo, e também por aqueles com potencial de desenvolvimento, como as tecnologias de informação e energias eólicas.

“Há um conjunto muito grande de áreas onde a intervenção é fundamental”, no âmbito dos países membros – Portugal, Brasil, Cabo-Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste – afirmou.

O Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portugues é constituído por oito associações empresariais, uma por cada Estado membro da comunidade.

A presidência da direcção do conselho é assumida de forma rotativa por períodos de um ano, sucedendo agora Cabo Verde a Angola (2004-2005) e Brasil (2005-2006).

Outro objectivo da presidência cabo-verdiana é estimular parcerias público-privadas, envolvendo os governos dos países-membros na realização de um “núcleo de projectos” que está a ser ultimado, e será dado a conhecer na próxima reunião.

“Há áreas onde o sector privado não pode intervir sozinho, e aí será essencial recorrer à parcerias com o sector público. É importante termos este apoio para que os projectos possam ser dinamizados”, afirmou Orlando Mascarenhas ao Maucahub.

As parcerias, adiantou, serão o veículo ideal para a intervenção na área das infra-estruturas, como estradas, energia e ambiente.

Cabo Verde ainda não designou o presidente da direcção do Conselho Empresarial que representará o país a partir da próxima reunião do organismo, a 17 de Agosto.

O Conselho tem actualmente como secretário-geral o empresário português Francisco Mantero, que representa a associação ELO. (macauhub)

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