Ministro brasileiro quer cooperação entre PME portuguesas e brasileiras

23 June 2006

Lisboa, Portugal, 23 Jun –O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luíz Furlan, defendeu quinta-feira parcerias entre pequenas e médias empresas (PME) de Portugal e do Brasil para melhorar a competitividade face a terceiros mercados.

O ministro brasileiro falava à saída de uma reunião com o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos.

Furlan assinalou que, tendo em conta a visita do primeiro- ministro português ao Brasil a 8 e 9 de Agosto, a reunião com a AIP permitiu preparar de forma mais objectiva a ida de empresários portugueses de sectores específicos em que pode haver maior colaboração entre os dois países em termos de parcerias, investimento e comércio.

Luíz Furlan indicou que a AIP lhe enviará nos próximos dias uma sugestão de sectores em que as PME dos dois países podem cooperar, para permitir preparar de forma mais operacional o encontro que ocorrerá em Agosto no Brasil.

Luíz Furlan afirmou que concordou com a AIP na importância de escolher um conjunto limitado de áreas e concentrar-se em duas três áreas em que possa haver de imediato investimentos e parcerias.

o ministro brasileiro apontou como áeas de referência, de grandes empreendimentos e capital intensivo, a indústria siderúrgica e a petroquímica, como a colaboração Petrobrás/Galp.

O ministro recordou que, no âmbito da Agência de Promoção de Exportações e Investimento (APEX), do Brasil, uma centena de empresas brasileiras de duas dezenas de sectores vão estabelecer-se em Portugal nomeadamente moda, confecções, instrumentos musicais, acessórios para automóveis, software e alimentação.

Observou que estas empresas se estabelecem em Portugal não só na perspectiva do mercado português como da União Europeia.

Luíz Fernando Furlan veio a Portugal para participar na inauguração, em Lisboa, do Centro de Distribuição de Produtos Brasileiros, uma infra-estrutura logística que pretende ser uma plataforma de exportação não só para o mercado português, como para Espanha e Norte de África. macauhub)

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