Portugal Telecom insatisfeita com resultados da participada TV Cabo em Macau

27 June 2006

Lisboa, Portugal, 27 Jun – A Portugal Telecom está insatisfeita com os resultados da sua participada TV Cabo Macau, que considera “mal dimensionada ou mal gerida”, destacando-se pela negativa nos diversos negócios da operadora na China.

Em entrevista ao Diário de Notícias, publicada na segunda-feira, Henrique Granadeiro, presidente da Portugal Telecom, revelou que está já a ser feita uma análise da operação, e que em breve serão anunciadas soluções para que esta possa “correr bem”, sem rejeitar a venda da participação de perto de 87 por cento.

A operação de cabo “está a correr menos bem. Ou não está bem dimensionada, ou não está bem gerida”, afirmou Granadeiro.

O presidente da PT fez questão de assegurar que o problema é operacional, afirmando que a operadora “está confortável quanto aos bons parceiros que tem e à boa relação com o governo” da Região Administrativa Especial de Macau.

Em 2004, últimos dados disponíveis, a TV Cabo Macau registou uma facturação de 18,6 milhões de patacas, mais um quarto do que no ano anterior.

A base de clientes cresceu 16 por cento, para 37 mil, mas a Portugal Telecom acredita que os resultados estão aquém do potencial do mercado da empresa.

Na entrevista Granadeiro frisa que a operação de cabo é a única que está aquém do previsto, manifestando-se satisfeito com as restantes.

A operadora portuguesa está ainda presente nos mercados de telemunicações móveis, fixo, internet e dados – através da CTM – de radiodifusão por satélite – Telesat – e directórios – Directel Macau.

A CTM é actualmente a maior operação, tendo a empresa registado proveitos operacionais de 1.895 milhões de patacas em 2005, mais 14 por ento do que no ano anterior.

Actualmente, a maior operadora de telecomunicações portuguesa detém ainda participações nos mercados de comunicações móveis e fixas de Marrocos, Brasil, São Tomé, Macau, Quénia, Moçambique, Botsuana e ainda em Angola, através da Unitel, empresa onde detém 25 por cento.

Com a Unitel, comprou recentemente 51 por cento da empresa detentora da licença de GSM de 900 a 1800 MHz à Cellco do Zimbabué, que prevêem passar a operar nos próximos meses.

Está ainda a concretizar a sua entrada na Namíbia, e, também em conjunto com a Unitel, na República Democrática do Congo.(macauhub)

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