CPLP vai rever modelo de financiamento e reconduzir secretário-geral na cimeira de Bissau

29 June 2006

Lisboa, Portugal, 29 Jun – A próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem lugar em Julho em Bissau, vai rever os estatutos da organização, em particular o modelo de financiamento, e reconduzir o actual secretário-geral, noticia a “newsletter” Africa Monitor.

De acordo como boletim de informações editado em Lisboa, além do novo sistema de contribuições, a direcção da organização da lusofonia pretende reforçar o orçamento, actualmente de 1,5 milhões de euros, verba considerada escassa.

Ainda no âmbito da revisão de estatutos, será adoptado um novo modelo de direcção e quadro orgânico.

A próxima cimeira da CPLP, subordinada ao tema “Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – Contribuições da CPLP” terá lugar em Bissau a 17 de Julho, sendo antecedida a 16 de Julho por uma reunião do Conselho de Ministros dos países membros – Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Na cimeira, que coincide com o décimo aniversário da organização lusófona, estará também presente Teodoro Obiang, presidente da Guiné Equatorial, país de língua oficial espanhola que aspira ao estatuto de observador na CPLP.

Ainda de acordo com o Africa Monitor, Luís Fonseca será reconduzido no cargo de secretário-executivo da CPLP, para um segundo mandato de dois anos.

A eleição do principal responsável da CPLP passará a ser separada do “número dois”, agora denominado secretário-geral, em vez de secretário-executivo adjunto.

Serão ainda admitidos novos observadores consultivos à CPLP, entre eles a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, a Fundação Gulbenkian e a organização não-governamental Assistência Médica Internacional (AMI).

No final da cimeira, deverá ser aprovada a Estratégia para a Cooperação e Desenvolvimento da CPLP, além de resoluções específicas, entre estas uma para a Saúde, e uma declaração final de natureza política.

A cimeira da CPLP chegou a estar em causa devido à falta de verbas do país anfitrião, mas contributos de última hora permitiram a sua realização, nomeadamente os da Líbia e, principalmente, da China, que ofereceu 800 mil dólares. (macauhub)

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