Parque industrial crucial para consolidação das relações económicas entre Macau e resto da China

29 June 2006

Hong Kong, China, 29 Jun – O Parque Industrial Transfronteiriço Zhuhai-Macau é crucial para a consolidação das relações económicas e comerciais entre Macau e o resto da China, afirmou hoje em Hong Kong Edmund Ho, chefe do executivo de Macau.

Ao falar no Fórum de Desenvolvimento da Cooperação Económica e Comercial entre a China Continental, Hong Kong e Macau, que decorreu na no território vizinho, Edmund Ho revelou que o Conselho de Estado da China autorizou a aplicação de uma medida especial na fronteira do Parque Industrial Transfronteiriço Zhuhai-Macau que é o seu funcionamento 24 horas por dia.

Acrescentou que o Conselho de Estado decidiu que os serviços alfandegários, o gabinete de fiscalização de qualidade, quarentena e inspecção, assim como o Ministério de Segurança Pública executarão os respectivos trabalhos sob a orientação dos seus gabinetes em Zhuhai.

O Parque Industrial Transfronteiriço Zhuhai-Macau, o primeiro do género na China, foi criado por decisão do Conselho de Estado chinês em 2003 e tem uma área de 0,4 km2 que integra parte de Maoshengwei, da localidade de Gongbei da cidade de Zhuhai, e da ilha Verde de Macau.

Com um total de 27,5 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 480.000 pessoas, registou em 2005 um Produto Interno Bruto de 11,57 mil milhões de dólares.

A zona económica especial de Zhuhai tem uma população de 1,28 milhões de habitantes e o PIB de 2004 foi de 16 mil milhões de dólares.

O chefe do executivo afirmou que uma das principais estratégias do desenvolvimento económico de Macau é reforçar a cooperação promovendo a integração económica de Macau com o resto da China e que tendo em consideração as vantagens do território, o Governo da RAEM pretende desenvolver Macau como centro regional de serviços, especialmente na cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Sublinhou acreditar que o objectivo final do CEPA (Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Continente Chinês e Macau) será a criação gradual de um grande e integrado mercado sem quaisquer obstáculos, compreendendo inovações institucionais, integração de mercados e de recursos, bem como a redução dos custos administrativos e nas transacções.

O CEPA é um arranjo que visa criar relações semelhantes às de parceiros de comércio livre para as duas zonas aduaneiras independentes pertencentes a um mesmo estado.

Dizendo que a aplicação do CEPA tem sido bem sucedida, Edmund Ho frisou que, com este mecanismo, a China Continental e Macau criaram, na prática, uma zona de comércio livre, o que significa que as mercadorias com origem em Macau podem ser exportadas para o resto da China com isenção de direitos aduaneiros.

Edmund Ho disse ainda que a aplicação da política dos vistos individuais de viagem, um dos elementos principais do CEPA, apoia directamente a indústria do turismo da RAEM.

Apenas nos primeiros cinco meses de 2006, Macau recebeu mais de 8,8 milhões de visitantes, dos quais 4,9 milhões ou 56 por cento eram da China Continental. (macauhub)

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