Sul-africana DeBeers quer reforçar na exploração em África e procura parceiro na China

3 July 2006

Joanesburgo, África do Sul, 03 Jul – A diamantífera sul-africana DeBeers, a maior empresa mundial do sector, está a reforçar a sua presença na exploração de pedras preciosas em África, em particular em Angola, e procura um parceiro na China.

No seu relatório anual, publicado no final da semana passada, a empresa destaca o potencial das operações de exploração em curso em Angola para satisfazer o objectivo de aumentar a produção, por forma a fazer face a um crescimento anual do mercado esperado em torno de seis a sete por cento para os próximos anos.

“Estamos bem posicionados para fazer novas descobertas em muitas das áreas nas quais estamos activos. Exploramos hoje áreas de elevado potencial am Angola, República Democrática do Congo e República Centro Africana”, afirma a empresa, que actualmente é responsável pela exploração de cerca de metade dos diamantes comercializados a nível mundial.

Recentemente, a “newsletter” Africa Monitor, editada em Lisboa, noticiava que a DeBeers está a fazer prospecções com tecnologia de ponta em Angola, que já permitiram detectar novas zonas de potencial, em particular no Sudeste do país, província de Cuando-Cubango, demonstrando que o potencial diamantífero não está confinado ao Nordeste, províncias de Lunda e Malange.

Em zonas já exploradas, foram ainda detectados volumes mais elevados do que estava convencionado e foi feita uma importante descoberta no Camissombo, Lunda-Norte, referia ainda a publicação.

No relatório anual, a empresa adianta que “está ainda na agenda encontrar oportunidades para novos acordos de joint-venture”.

Em particular, afirma que está “activamente à procura” de parceiros na Rússia e Ucrânia e que está “em busca de oportunidades de parceria” na China.

No relatório, a empresa sul-africana traça ainda como objectivo reduzir de 16 para nove por cento o crescimento anual de custos nas suas operações no Botsuana e iniciar no próximo ano a primeira operação de extracção de diamantes do fundo do mar, na África do Sul.

Também no final da semana passada, a diamantífera russa Alrosa, com importante presença em Angola, revelou que vai lançar uma operação “maciça” de exploração na Rússia e em África, para recompor as suas reservas.

Depois de ter rompido um acordo comercial com a DeBeers, a empresa russa está actualmente a lançar a sua própria representação internacional, tendo já aberto escritórios em Antuérpia, Hong Kong, Dubai e Genebra. (macauhub)

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