União Europeia quer retirar camarão do novo acordo de pesca com Moçambique

4 July 2006

Maputo, Moçambique, 04 Jul – O desinteresse dos armadores europeus no camarão moçambicano representará uma perda de 85 por cento da verba envolvida no acordo de pesca entre a União Europeia e Moçambique, afirmou o ministro das Pescas Cadmiel Muthemba.

Falando ao diário Notícias, de Maputo, o ministro adiantou que o governo está a estudar as vantagens de um acordo que não inclui camarão e que representará para o país uma quebra de 85 por cento na entrada de divisas correspondente ao acordo com Bruxelas.

Nos termos do acordo bilateral, os armadores da União Europeia têm o direito de pescar, anualmente, mil toneladas de camarão e oito mil de atum, desembolsando, em contrapartida, uma ajuda financeira de 3,5 milhões de euros e 600 mil euros, respectivamente.

Só que, alegando ser a pesca daquele crustáceo “desinteressante”, os pescadores europeus nunca o exploraram embora Bruxelas continuasse a pagar anualmente os 3,5 milhões de euros respectivos.

Até ao final do presente acordo de pesca, que expira em 2007, os pescadores europeus continuarão a pescar apenas atum embora Moçambique continue igualmente a receber o dinheiro de compensação pelo camarão.

Mas, no próximo acordo, Bruxelas “deverá ajustar a sua compensação ao governo moçambicano com base na realidade”, frisou fonte da delegação da União Europeia em Maputo. (macauhub)

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