Assistência da ONU a Timor-Leste pelo menos até 2011, defende Ramos-Horta

11 July 2006

Díli, Timor-Leste, 11 Jul – A assistência das Nações Unidas a Timor-Leste deverá manter-se até 2011, defendeu em Díli o primeiro-ministro José Ramos-Horta, segunda-feira empossado no cargo.

Ramos-Horta, que falava em conferência de imprensa no final da cerimónia de posse, disse que ainda não há acordo no Conselho de Segurança da ONU relativamente ao envio de “capacetes azuis”, mas destacou a necessidade de uma força policial internacional e de conselheiros civis para a administração pública e instituições oficiais “terem que ficar pelo menos cinco anos”.

O formato e a composição da futura missão da ONU deverá ser decidido a 20 de Agosto e na sua definição vai ser tido em conta o relatório que Ian Martin, enviado especial de Kofi Annan a Timor-Leste, vai entretanto fazer, no âmbito da sua estada de duas semanas no país, que terminou segunda-feira.

O primeiro-ministro acrescentou que as forças internacionais actualmente estacionadas em Timor-Leste, enviadas pela Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, poderão vir a integrar o contingente de “capacetes azuis”.

Além de consolidar a segurança na capital, para possibilitar a retoma d a economia, Ramos-Horta salientou que a ratificação do acordo alcançado com a Austrália para a exploração conjunta das riquíssimas reservas de hidrocarbonetos no Mar de Timor, designadamente na área designada por “Greater Sunrise”, figura também entre as prioridades do seu governo.

Outro aspecto a ter rapidamente em conta pelo novo executivo é a aprovação do Orçamento de Estado para ser apresentado no Parlamento.

Ramos-Horta afiançou que imediatamente a seguir à posse do seu executivo, na quarta-feira, a proposta de lei do Orçamento vai ser analisada.

O primeiro-ministro confirmou que o valor do anterior OE, de 315 milhões de dólares – apresentado no Parlamento pelo governo do seu antecessor, Mari Alkatiri – vai servir de referência à proposta que vai ser submetida aos deputados.

Ramos-Horta foi segunda-feira empossado como primeiro-ministro de Timor-Leste, na sequência do pedido de demissão de Mari Alkatiri, no mês passado, devido a uma crise político-militar que dura desde Abril. (macauhub)

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