Governo de Moçambique diz ao FMI esperar crescimento económico de 7,9 por cento

11 July 2006

Washington, Estados Unidos da América, 11 Jul – O governo moçambicano espera um crescimento económico de 7,9 por cento este ano e uma taxa de inflação de 9,5 por cento, revela um memorando entregue ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em Abril passado mas só agora tornado público.

No documento, o governo moçambicano diz que espera um crescimento de 7, 9 por cento “como resultado da recuperação na produção agrícola e a continuação de forte crescimento na construção relacionada com as actividades de mega projectos”.

“O impacto do aumento dos preço do petróleo e a depreciação das taxas de câmbio nos últimos meses deverá aumentar o nível de inflação para 9,5 por cento em 2006”, diz o documento.

O memorando, entregue ao FMI como requerido pelo programa de revisão de pobreza e crescimento económico, afirma que um novo projecto de lei laboral deverá ser submetido ao Parlamento do país “até ao final de Setembro 2006”.

“Esta lei vai aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho ao lidar em particular com os custos de despedimento e facilitando a contratação contratual”, diz o documento, no qual o governo moçambicano afirma ainda que vai continuar a “reestruturar e a encorajar a participação privada nas empresas publicas, particularmente nos serviços de infra-estruturas”.

Nas suas previsões para “médio prazo” o governo moçambicano diz esperar cumprir os objectivos do desenvolvimento do milénio no que respeita à redução da pobreza, mortalidade infantil e maternal e acesso a água potável.

O governo moçambicano diz ainda ao FMI que a médio prazo a sua política económica se vai centrar em “estimular o crescimento do sector privado virado p ara as exportações, aumentando ao mesmo tempo a sustentabilidade da dívida”.

O governo moçambicano diz ainda que a médio prazo deverá lançar uma “segunda onda de reformas”, entre as quais a “implementação de uma estratégia de de senvolvimento agrícola e rural e a redução do custo de fazer negócios, incluindo a reforma do sector judicial e o fortalecimento do sistema financeiro”. (macauhub)

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