Ásia supera União Europeia e torna-se o maior bloco exportador para o Brasil

13 July 2006

São Paulo, Brasil, 13 Jul – A Ásia, impulsionada pela China, superou a União Europeia (UE) e transformou-se no bloco económico que mais exporta para o Brasil, divulgaram quarta-feira fontes oficiais.

Nos últimos 12 meses, os países asiáticos exportaram para o Brasil cerca de 20 mil milhões de dólares, superando pela primeira vez o total exportado pela UE, que foi de 18,7 mil milhões de dólares.

Entre Junho de 2005 a Junho de 2006, as exportações asiáticas aumentaram 37,7 por cento face ao aumento de 6,8 por cento das exportações da UE, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil.

As vendas da Ásia foram impulsionadas principalmente pelas exportações da China para o Brasil, que aumentaram 46,4 por cento, nos últimos 12 meses, para 6,6 mil milhões de dólares.

A China já superou a Argentina e tornou-se o segundo maior país exportador para o Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos.

Nos últimos 12 meses, os EUA venderam para o Brasil 13,5 mil milhões de dólares, o que equivale a 16,7 por cento de tudo o que o Brasil compra no estrangeiro.

O ritmo de aumento das exportações chinesas para o Brasil, entretanto, é muito superior ao registado pelas exportações norte-americanas, que aumentaram apenas 11,3 por cento no período em análise.

Humberto Barato, director de Comércio do Centro das Indústrias de São Paulo (Ciesp), órgão que representa os empresários do estado mais rico do Brasil, considera natural o facto de a Ásia ter superado a UE.

O especialista acredita que o aumento do fluxo de comércio da China é resultado da actuação de empresas norte-americanas e europeias naquele país.

“O aumento das vendas significa que as empresas europeias e norte-americanas na China estão exportando mais produtos para o Brasil”, disse Humberto Barato.

No ano passado, o total do comércio entre Brasil e China aumentou 33 por cento para 12,18 mil milhões de dólares, face a 2004, sendo favorável ao Brasil em 1,48 mil milhões de dólares.

Em Maio deste ano, entretanto, a China reverteu essa tendência e passou a ter um saldo positivo no comércio com o Brasil. (macauhub)

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