Governo moçambicano poderá cancelar contrato com consórcio que explora via férea

17 July 2006

Maputo, Moçambique, 17 Jul – O governo moçambicano poderá cancelar o contrato com o Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN), um consórcio moçambicano e norte-americano, devido a dificuldades de exploração da via-férrea Cuamba-Lichinga, Norte de Moçambique.

O ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, António Munguambe, que recentemente efectuou uma visita à província de Niassa, reconheceu que o consórcio, com um contrato de concessão da via válido por 15 anos, está a encontrar dificuldades em colocar comboios que façam, pelo menos uma vez por mês, a ligação Cuamba- Lichinga.

Desde Janeiro, apenas uma locomotiva de mercadorias percorreu o referido trajecto, muito usado pela população local, o que levou vários investidores a desistiram de operar na capital provincial de Niassa, Lichinga, devido ao elevado custo de transporte rodoviário e preço de produtos no mercado.

Munguambe frisou que quando o governo cedeu o sistema ferro portuário do Norte ao consórcio, a sua expectativa era que esta tivesse um melhor desempenho, comparativamente aos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

Recentemente, um gestor do CDN disse que a circulação irregular da via se deve à falta de rentabilidade, agravada pelo elevado custo do aluguer das locomotivas, estimada em 400 euros diários, sem incluir o preço de combustíveis e subsídio para os tripulantes. (macauhub)

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